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Polícia Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2026, 14:59 - A | A

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Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2026, 14h:59 - A | A

CHEFÃO DO CV

"Vovozona" usava empresas de fachada para lavar dinheiro do crime; R$ 43 mi foram bloqueados

Além do bloqueio milionário, operação apreendeu imóveis e veículos de luxo ligados à facção.

APARECIDO CARMO
Da Redação

O esquema de lavagem de dinheiro controlado por Gilmar Reis da Silva, conhecido como “Vovozona” e apontado como um dos líderes da facção Comando Vermelho (CV) em Mato Grosso, usava empresas da cidade de Rondonópolis (212 km de Cuiabá) para colocar em circulação de forma aparentemente lícita o dinheiro obtido por meio de ações criminosas. Nesta terça-feira (10), a Polícia Civil deflagrou a Operação Imperium, que bloqueou contas usadas no esquema, congelando mais de R$ 43 milhões.

Conforme o delegado Gustavo Colognesi Belão, titular da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), documentos falsos eram usados para a criação de empresas de fachada e contas bancárias. O objetivo era pegar o dinheiro do crime, fazer parecer que ele tinha origem em atividades comerciais e colocá-lo em circulação sem chamar a atenção das autoridades ou das instituições bancárias. Além disso, foram adquiridos veículos e imóveis.

As investigações tiveram início após a fuga de Gilmar do Centro de Ressocialização Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, em julho de 2023. O caso teve ampla repercussão na época porque policiais penais e até o diretor do presídio colaboraram com a fuga. Conforme os trabalhos da polícia avançavam, foi ficando mais clara a atuação delituosa.

O esquema era comandado de Rondonópolis, cidade onde Gilmar lidera o braço local da facção. Contudo, a investigação apontou o envolvimentos de faccionados nos estados do Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

“Ficou demonstrado que empresas situadas em Rondonópolis, área onde o líder dessa organização criminosa exerce a maior influência no âmbito da facção, registradas com nome falso e em nome de pessoas diretamente ligadas a ele, recebiam dinheiro de integrantes da facção criminosa e reintroduziam no mercado, adquirindo veículos e na compra de imóveis, bem como no repasse dos lucros aos integrantes da organização criminosa", apontou o delegado Gustavo Belão.

As ordens judiciais expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias de Rondonópolis, determinaram o bloqueio de 21 contas bancárias, totalizando R$ 43 milhões congelados. Além disso, foram sequestrados quatro residências avaliadas em R$ 4 milhões e 10 veículos de luxo. Também foram cumpridos 12 mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão.

"Fica evidente que atacar o poderio financeiro das facções criminosas é a mais eficiente arma estatal no enfrentamento a esses grupos criminosos, promovendo uma verdadeira asfixia financeira, inviabilizando e enfraquecendo as ações das facções", defendeu o delegado, que pontuou que os bens apreendidos deverão ser revertidos em investimentos na Polícia Civil de Mato Grosso.

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