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Polícia Quarta-feira, 09 de Setembro de 2026, 15:06 - A | A

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Quarta-feira, 09 de Setembro de 2026, 15h:06 - A | A

DENTRO DE PRESÍDIO

Saiba quem são professora e policial penal presos por levar celulares a facção

Os servidores foram presos durante operação que apura entrada clandestina de aparelhos e outros itens no sistema prisional

DA REDAÇÃO

PJC-MT / Reprodução

Operação Insídia

A professora contratada da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), Karoliny Cardoso Viegas, e o policial penal efetivo Nazil Santos Silva são os dois alvos presos durante a Operação Insídia, deflagrada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (9).

A operação investiga um esquema de corrupção envolvendo servidores públicos suspeitos de facilitar a entrada clandestina de celulares e outros itens para integrantes de uma facção criminosa dentro do sistema prisional.

Karoliny atuava em salas anexas de uma escola estadual no Centro de Ressocialização de Várzea Grande. Nazil é policial penal efetivo e, segundo as investigações, teria utilizado a função para facilitar a entrada de aparelhos telefônicos e outros objetos na unidade prisional.

As investigações começaram em junho de 2025, após a identificação de transferências via Pix para a professora, feitas por reeducandos, familiares ou visitantes cadastrados. A apuração também apontou que ela e o policial penal teriam facilitado a entrada de celulares e outros itens no presídio em troca de vantagens financeiras.

LEIA MAIS: Servidores são alvos da polícia que investiga facilitação de celulares para facção em presídio

Segundo a Polícia Civil, o policial penal cobrava entre R$ 7 mil e R$ 10 mil por aparelho e teria usado a conta da companheira para receber parte dos valores. A professora, por sua vez, teria aproveitado o acesso autorizado à unidade para levar os objetos.

Os dois são investigados por corrupção passiva continuada, facilitação e intermediação da entrada de aparelhos telefônicos em estabelecimento prisional e associação criminosa.

A Operação Insídia cumpriu oito ordens judiciais, incluindo duas prisões preventivas, dois mandados de busca e apreensão, dois bloqueios financeiros e duas medidas de suspensão cautelar das funções públicas.

Ao todo, foram bloqueados R$ 14,6 mil da professora e R$ 25,5 mil do policial penal.

Em nota, a Secretaria de Estado de Educação informou que tomou conhecimento do caso e acompanha o andamento das investigações. A pasta esclareceu que a professora mencionada não integra mais a Rede Estadual de Ensino desde 8 de março de 2026, quando solicitou exoneração do cargo.

Com informações do Olhar Direto 

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