O câncer infantojuvenil deve registrar cerca de 7.560 novos casos por ano no Brasil entre 2026 e 2028, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Para chamar a atenção de pais, responsáveis, educadores e profissionais de saúde para os sinais da doença, instituições de diferentes regiões do país realizam, neste mês, uma nova edição do Setembro Dourado, campanha de conscientização sobre o diagnóstico precoce.
Em 2026, a mobilização reúne, pela primeira vez, a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE), a Confederação Nacional de Instituições de Apoio e Assistência à Criança e ao Adolescente com Câncer (CONIACC) e o Instituto Desiderata, além de instituições parceiras. Em Mato Grosso, a campanha conta com a participação da Associação de Amigos da Criança com Câncer de Mato Grosso (AACCMT).
Com o conceito “O câncer infantojuvenil tem desafios, mas também tem cura. Atenção aos sinais.”, a campanha chama a atenção para mudanças persistentes na saúde de crianças e adolescentes que podem indicar a necessidade de investigação médica.
Apesar de ser considerado raro, o câncer em crianças e adolescentes pode evoluir rapidamente. Os primeiros sintomas também podem se confundir com manifestações de doenças comuns nessa faixa etária, o que pode atrasar a identificação da doença. Por isso, a orientação é procurar avaliação médica quando alterações persistirem ou fugirem do padrão habitual da criança.
Quando identificado precocemente e tratado em centros especializados, o câncer infantojuvenil apresenta altas possibilidades de cura. A identificação dos sinais, no entanto, não significa que a criança tenha câncer. Cabe ao profissional de saúde avaliar os sintomas e determinar a necessidade de exames e encaminhamento para investigação.
Em Mato Grosso, a AACCMT atua no suporte às famílias que precisam se deslocar para Cuiabá durante o tratamento. Fundada há 27 anos, a instituição oferece hospedagem gratuita para crianças e adolescentes com câncer e um acompanhante. Segundo a entidade, cerca de 900 crianças e adolescentes já foram atendidos ao longo de sua trajetória, em mais de 25.638 atendimentos.
As famílias acolhidas vêm de diferentes municípios do interior de Mato Grosso, de outros estados, de áreas indígenas e até de outros países. O deslocamento ocorre principalmente em busca de atendimento em centros especializados em oncologia pediátrica na Capital.
“Na AACCMT, acreditamos que cuidar vai muito além do tratamento da doença. É oferecer acolhimento, apoio, dignidade e esperança. É olhar para a criança e para o adolescente como pessoas que continuam tendo sonhos, planos, brincadeiras e um futuro pela frente”, destacou o vice-presidente da AACCMT, Benildes Firmo.
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