A Polícia Federal informou nesta quinta-feira (22) que instaurou procedimento disciplinar para apurar a conduta do agente Adriano Soares de Lima, investigado por ameaçar estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá.
A apuração ocorre no âmbito da Corregedoria Regional da Superintendência Regional da Polícia Federal em Mato Grosso.
“A Polícia Federal em Mato Grosso informa que os fatos envolvendo a conduta do Agente de Polícia Federal Adriano Soares de Lima estão sendo apurados pela Corregedoria Regional da Superintendência Regional da Polícia Federal no estado”, informou a instituição em nota enviada à imprensa.
Segundo a PF, medidas administrativas internas já estão sendo adotadas.
“A instituição abriu procedimento disciplinar e neste momento toma as medidas administrativas cabíveis no âmbito interno”, diz outro trecho da nota.
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A Polícia Federal afirmou ainda que acompanha o caso internamente e reiterou compromisso com a atuação legal dos servidores.
“A Polícia Federal reafirma seu compromisso com a legalidade, a ética e a adequada conduta funcional de seus servidores”, completou.
O agente Adriano Soares de Lima também é investigado pela Polícia Civil de Mato Grosso após denúncias de intimidação contra estudantes envolvidos no caso conhecido como “lista das estupráveis”.
Conforme a Polícia Civil, o policial federal da ativa já foi intimado para prestar depoimento, mas ainda não compareceu à delegacia.
RELEMBRE O CASO
O caso ganhou repercussão após estudantes denunciarem a existência de conversas atribuídas a alunos da UFMT envolvendo misoginia e violência sexual contra universitárias.
As denúncias apontam que estudantes planejavam criar uma suposta “lista das mais estupráveis” dentro da instituição. Prints divulgados nas redes sociais mostram mensagens com expressões como “molestar”, “torar” e referências a violência sexual contra colegas.
Após a repercussão, a UFMT suspendeu preventivamente estudantes investigados dos cursos de Direito e Engenharia Civil, instaurou procedimentos disciplinares internos e passou a adotar aulas remotas em turmas afetadas.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) também abriu procedimento para acompanhar o caso e solicitou documentos e provas à universidade, ao Diretório Central dos Estudantes (DCE) e ao Centro Acadêmico de Direito VIII de Abril (CADI).
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