O levantamento da AtlasIntel, divulgado na terça-feira, 19, mostrou queda de 5,4 pontos porcentuais nas intenções de voto de Flávio no primeiro turno e de 6 pontos em um eventual segundo turno. A tendência foi reforçada pelo Datafolha publicado nesta sexta-feira, 22: no primeiro turno, Lula abriu 9 pontos de vantagem sobre o senador do PL. No segundo turno, os dois estavam empatados em 45% há uma semana; agora, o petista aparece numericamente à frente, por 47% a 43%.
"É nítido que não há um colapso imediato do Flávio Bolsonaro, mas ao mesmo tempo me parece bastante nítido que será difícil para que ele possa recuperar sua imagem e sua viabilidade eleitoral pela frente", disse o CEO da AtlasIntel em coletiva de imprensa após participação em painel do Fórum Esfera 2026, em Guarujá (SP).
Roman avaliou que, à medida que se consolide a percepção de baixa viabilidade eleitoral da candidatura de Flávio, essa leitura tende a se tornar mais consensual. Ele ressaltou que o combate à corrupção foi, ao longo de cerca de duas décadas, a principal bandeira de candidatos da direita em disputas contra o PT e que um candidato sem credibilidade ou legitimidade para sustentar esse discurso sofre prejuízo político relevante nesse campo.
Para o cientista político, o eleitorado bolsonarista ainda tem dificuldade para enxergar uma alternativa a Flávio Bolsonaro, já que os demais nomes pontuam em patamar inferior e não há um destino óbvio para essa migração. Roman também salientou que novos elementos de desgaste sobre o episódio têm surgido diariamente, o que pode contribuir para uma cristalização.
*Os repórteres viajaram a convite do Esfera Brasil
(Com Agência Estado)
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