Uma menina de 12 anos relatou à mãe ter sido vítima de violência sexual em Várzea Grande, após uma conversa que levantou suspeitas sobre o que teria acontecido com a filha. O caso foi denunciado à Polícia Militar na madrugada deste sábado (7), nove dias após o crime, ocorrido em 29 de outubro. Os policiais realizaram buscas pelo suspeito, mas ele não foi localizado e ainda não foi identificado.
Segundo informações repassadas aos militares, a mãe tomou conhecimento de que algo poderia ter acontecido depois que uma vizinha fez comentários sobre a menina e a aconselhou a prestar mais atenção à filha. Preocupada com a situação, a mulher decidiu conversar com a criança, que acabou contando ter sofrido violência sexual.
Após o relato, a Polícia Militar foi acionada por meio do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), por volta de 0h45. Os agentes conversaram com a mãe e realizaram buscas nas proximidades na tentativa de encontrar o homem apontado como responsável pelo abuso. No entanto, como a menina não conseguiu fornecer informações suficientes sobre a identidade do suspeito, ele não foi localizado.
A ocorrência foi encaminhada à Polícia Civil, que ficará responsável por investigar as circunstâncias do caso e identificar o possível agressor. Também foram solicitados exames periciais para auxiliar nas investigações.
O caso foi registrado como estupro de vulnerável, crime previsto no artigo 217-A do Código Penal, que protege crianças menores de 14 anos contra a violência sexual, independentemente de eventual consentimento.
DENUNCIE
Casos de violência sexual contra crianças e adolescentes podem ser denunciados pelo Disque 100, canal nacional de direitos humanos que funciona gratuitamente, 24 horas por dia. Em Mato Grosso, as denúncias também podem ser feitas à Polícia Civil, pelo telefone 197, ou por meio do registro de boletim de ocorrência no site da instituição. Em situações de emergência ou risco imediato, a Polícia Militar deve ser acionada pelo 190.
As suspeitas também podem ser comunicadas ao Conselho Tutelar e ao Ministério Público. Não é necessário ter provas para denunciar uma suspeita de abuso, e a identidade do denunciante pode ser preservada.
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