O senador Flávio Bolsonaro (PL) resolveu se “autoexilar” nos Estados Unidos, mas deixou o desapego aos privilégios para outra ocasião.
De acordo com o repórter Thalys Alcântara, do **Intercept Brasil**, o presidenciável derrotado mantém um gabinete em área nobre do Senado, com 21 funcionários — incluindo duas copeiras e um motorista —, que custaram mais de R$ 300 mil aos cofres públicos somente em outubro.
O chefe foi embora, mas a estrutura bancada pelo contribuinte continua funcionando normalmente, conforme relataram os servidores ao jornalista, que fez um visita presencial ao local nesta quarta (9).
A contradição é tão confortável quanto conveniente: alegar uma “ditadura” para deixar o país, mas conservar o mandato e querer participar, dos Estados Unidos, dos debates do Parlamento brasileiro.
O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) cobrou providências do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que prometeu avaliar o caso, segundo a publicação.
Enquanto isso, o “autoexílio” tem uma peculiaridade: a distância é por conta de Flávio; a estrutura continua por nossa conta.
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