Sexta-feira, 06 de Novembro de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Polícia Sexta-feira, 06 de Novembro de 2026, 15:34 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Sexta-feira, 06 de Novembro de 2026, 15h:34 - A | A

SOLTOS POR FIANÇA

Major da PM preso viajava ao lado de investigado por lavagem de dinheiro do CV

Abordagem da PRF no km 387 da BR-364 apreendeu canetas de tirzepatida, testosterona e eletrônicos; motorista do veículo é investigado na Operação Apito Final por suspeita de lavagem para o Comando Vermelho

BIANCA MORTELARO
Da redação

Reprodução

Major da PM Preso

O major da Polícia Militar de Mato Grosso, Pedro Henrique Silva Garcia, preso em flagrante por suspeita de contrabando e descaminho de medicamentos trazidos do Paraguai, estava em um veículo conduzido por Mário Henrique Tavito da Silva, investigado por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho. A abordagem ocorreu na terça-feira (3), na BR-364, em Cuiabá. Os três ocupantes do automóvel foram detidos, mas conseguiram liberdade provisória após o pagamento de fiança de R$ 5 mil cada.

Pedro Henrique é comandante da 8ª Companhia do Comando de Policiamento de Área (CPA), vinculada ao 3º Batalhão da Polícia Militar. Além dele e do motorista, também estava no veículo Felipe Alifer Leocádio da Rosa. O grupo retornava do Paraguai em um Fiat Pulse prata, alugado, quando foi abordado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), no km 387 da rodovia.

Durante a fiscalização, os agentes encontraram dezenas de medicamentos de origem estrangeira sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), além de mercadorias sem comprovação fiscal. Entre os produtos apreendidos estavam 22 frascos de enantato de testosterona, anabolizantes, hormônios e medicamentos utilizados para emagrecimento, incluindo substâncias à base de tirzepatida e retatrutida.

O automóvel também transportava perfumes importados, cosméticos, suplementos alimentares, bebidas alcoólicas e equipamentos eletrônicos. Os produtos estavam distribuídos em sacolas e mochilas no porta-malas.

Inicialmente, Felipe assumiu a responsabilidade por toda a carga encontrada no veículo. Entretanto, ao prestar depoimento à Polícia Federal (PF), mudou a versão e afirmou que cada ocupante havia realizado suas próprias compras no Paraguai. Ele também negou ser proprietário das canetas emagrecedoras apreendidas. O major Pedro Henrique e Mário Henrique exerceram o direito constitucional de permanecer em silêncio durante os interrogatórios.

MOTORISTA INVESTIGADO POR LIGAÇÃO COM FACÇÃO

O motorista Mário Henrique Tavito da Silva já havia sido alvo de investigações da Polícia Civil de Mato Grosso por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho.

Ele figura entre os denunciados na Operação Apito Final, que investigou a movimentação de recursos atribuídos à organização criminosa e teve como um dos principais alvos Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como “WT”, apontado pelas autoridades como integrante da liderança financeira da facção em Mato Grosso.

Segundo relatórios policiais mencionados em decisões judiciais, Mário seria responsável pela utilização de empresas para movimentar recursos de origem suspeita. As investigações identificaram três pessoas jurídicas vinculadas a ele, sem funcionários cadastrados, que teriam sido utilizadas para ocultar valores em benefício do grupo criminoso.

As suspeitas também foram analisadas em procedimentos relacionados à Operação Last Flight. A investigação sobre lavagem de dinheiro, no entanto, é anterior ao flagrante registrado na BR-364 e não comprova envolvimento do major Pedro Henrique com a organização criminosa.

Diante do histórico do motorista, o Ministério Público Federal (MPF) solicitou que a Justiça estadual fosse comunicada sobre a nova prisão. O pedido busca permitir que a 7ª Vara Criminal de Cuiabá avalie eventual descumprimento de medidas cautelares impostas anteriormente a Mário Henrique.

LIBERDADE MEDIANTE FIANÇA

Após a prisão, os três ocupantes foram encaminhados à Polícia Federal para os procedimentos legais. Em razão da condição de oficial militar, Pedro Henrique foi recolhido temporariamente ao Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

Na quarta-feira (4), a Justiça Federal homologou as prisões em flagrante, mas concedeu liberdade provisória aos três mediante pagamento de fiança individual de R$ 5 mil. A decisão também estabeleceu medidas cautelares, incluindo o comparecimento aos atos processuais e a comunicação de mudanças de endereço.

Na esfera administrativa, a Corregedoria-Geral da Polícia Militar instaurou uma sindicância para apurar a conduta do major. A investigação criminal sobre as mercadorias apreendidas ficará sob responsabilidade da Polícia Federal.

Em nota, a PMMT afirmou que não compactua com práticas criminosas cometidas por integrantes da corporação e que o caso será apurado conforme os procedimentos legais.

As investigações seguem em andamento, e os envolvidos têm direito ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência.

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros