André Luiz da Veiga, de 20 anos de idade, conhecido como “Bundinha”, foi morto a tiros na manhã desta sexta-feira (6), na BR-070, no sentido Cáceres-Cuiabá, próximo ao Trevo do Lagarto, em Várzea Grande. Ele é um dos quatro homens que morreram após trocarem tiros com policiais militares durante uma abordagem. Segundo informações, André seria irmão de Rhavenna Barcelos de Almeida, conhecida como “Missionária do CV”, presa durante uma investigação sobre suposto envolvimento com a facção criminosa Comando Vermelho.
O jovem acumulava 55 registros de ocorrências policiais, conforme levantamento relacionado ao seu histórico. Entre as naturezas registradas estão ameaças, estelionato, extorsão, tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, receptação e homicídio, entre outras ocorrências.
André estava em uma caminhonete Toyota SW4 com outros três homens e retornava da região de fronteira com a Bolívia quando o veículo foi abordado por uma equipe da Força Tática. Os policiais suspeitaram da movimentação dos ocupantes e deram ordem de parada.
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Conforme as informações da ocorrência, os suspeitos desobedeceram à determinação policial e fugiram. Já nas proximidades do Trevo do Lagarto, os ocupantes teriam atirado contra uma viatura da Polícia Militar.
Diante da reação, os policiais revidaram e atingiram os quatro homens. Todos morreram em decorrência dos ferimentos.
Durante a ação, foram apreendidas armas de fogo que estavam com os suspeitos, entre elas uma pistola banhada a ouro. Os nomes dos outros três homens ainda não foram divulgados.
LIGAÇÃO COM A MISSIONÁRIA DO CV
André seria irmão de Rhavenna Barcelos de Almeida, conhecida como “Missionária do CV”, presa em 16 de julho de 2026 durante a Operação Fariseus, deflagrada pela Polícia Civil para desarticular um grupo suspeito de utilizar um projeto religioso como fachada para prestar apoio logístico, financeiro e de comunicação ao Comando Vermelho.
Segundo as investigações da GCCO e da Draco, Rhavenna integrava um núcleo familiar responsável pelo projeto Resgatando Vidas, que promovia ações evangelísticas em unidades prisionais. A suspeita é de que a iniciativa também fosse utilizada para facilitar a comunicação entre presos e integrantes da facção, intermediar recados e movimentar dinheiro. Os investigadores apuram ainda um possível esquema de lavagem de dinheiro por meio de contas bancárias de familiares e terceiros.
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