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Economia Sexta-feira, 06 de Novembro de 2026, 15:00 - A | A

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Suécia apoia pacto Europa-América Latina e incentiva acordo Mercosul-UE, diz ministro sueco

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O ministro para Cooperação para o Desenvolvimento Internacional e Comércio Exterior da Suécia, Benjamin Dousa, afirmou nesta sexta-feira (6) que Estocolmo trabalha para aprofundar os laços econômicos entre a Europa e a América Latina e tem defendido, de forma contínua, a conclusão do acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul.

"O governo sueco e eu, pessoalmente, apoiamos fortemente um pacto econômico mais estreito entre a Europa e a América Latina e temos, de forma consistente, incentivado o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul", disse durante o Diálogo Empresarial Brasil-Suécia, realizado na Fiesp, em São Paulo, no ano em que os dois países celebram 200 anos de relações diplomáticas.

Na avaliação do ministro, o entendimento Mercosul-UE é importante como marco na política comercial europeia e por abrir caminho para uma etapa mais profunda de integração econômica entre as regiões. Dousa afirmou que a medida tende a tornar o comércio mais previsível, com regras e padrões mais claros, ao reduzir barreiras e ampliar o acesso a mercados. Para ele, o acordo também tem peso geopolítico, ao sinalizar a escolha pelo livre comércio em um momento em que a agenda de abertura vem sendo contestada em várias partes do mundo.

Dousa ressaltou que a relação bilateral se consolidou com base em três pilares. O primeiro, segundo ele, é a parceria estratégica firmada em 2009, que abrange áreas como educação, saúde, mineração, cidades sustentáveis e bioeconomia. O ministro citou ainda a assinatura recente de um novo plano de ação, pelos chanceleres dos dois países, como instrumento para atualizar a cooperação e abrir um novo ciclo no relacionamento.

O segundo pilar é o econômico. Ele lembrou que mais de 250 empresas suecas têm presença no Brasil, entre grupos tradicionais, como Ericsson e SKF, e novos investidores, como a H&M, movimento que, segundo o ministro, reflete a confiança sueca no mercado brasileiro. O terceiro pilar, afirmou, são as conexões entre pessoas e instituições, com agências, universidades e companhias trabalhando lado a lado em projetos de inovação.

Como exemplo de cooperação industrial de longo prazo, Dousa citou o programa do caça Gripen, desenvolvido com participação de Saab e Embraer. Segundo ele, além de ser um dos maiores contratos de exportação suecos, o projeto representa o maior programa em curso de transferência de tecnologia do Brasil, com treinamento de engenheiros, pilotos e mecânicos e inserção de empresas brasileiras como fornecedoras globais da indústria de defesa sueca. O ministro também mencionou a montagem do primeiro Gripen em São Paulo, na planta de Gavião Peixoto, como marco desse esforço.

O ministro disse ainda que há espaço para ampliar a colaboração em pesquisa, inovação e desenvolvimento de capacidades futuras, citando a decisão sueca de adquirir o cargueiro C-390 Millennium, da Embraer, como um novo capítulo na cooperação aeroespacial. Ele acrescentou que empresas suecas instaladas no Brasil estão posicionadas para apoiar a implementação das metas climáticas nacionais, com tecnologias e soluções para reduzir emissões em setores como transporte, indústria, energia, mineração, agricultura, construção e gestão de resíduos.

Ao concluir, Dousa defendeu que, após 200 anos de amizade, a confiança construída entre Brasil e Suécia dá base para elevar comércio e investimentos e transformar inovação em indústrias competitivas, combinando crescimento e prosperidade com transição sustentável.

(Com Agência Estado)

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