Terça-Feira, 30 de Junho de 2020, 18h:20

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Familiares apresentam documentos e "serva de Deus" é liberada

Por: LUIS VINICIUS

Presa por suspeita de ofensas homofóbicas a um funcionário de uma rodoviária, Rosinete Ribeiro Taques, 42 anos, foi liberada. A soltura, segundo a Polícia Civil, foi realizada após os familiares da mulher apresentarem documentos comprovando que ela possui problemas mentais.

Facsimle

Agressão Homofobia / Lucas do Rio Verde

 

Rosinete foi liberada no domingo (28), no mesmo dia da prisão. Ela foi encaminhada à Delegacia de Lucas do Rio Verde (335 km de Cuiabá) pela Polícia Militar suspeita de ter cometido crimes de homofobia, ameaça, dano, injúria mediante preconceito, lesão corporal e tráfico de influência, em um terminal rodoviário da cidade.

Além disso, a mulher, que se intitulou como "uma serva de Deus", agrediu a vítima, que é um funcionário de uma agência de viagem. Ela também danificou vários objetos do local.

O crime aconteceu por volta das 13h30. Os policiais informaram que foram acionados para atenderem um crime de homofobia e quando chegaram ao local constataram que ela estava alterada e tentou verbalizar com a mulher.

A vítima relatou que a suspeita chegou à agência a procura de passagem e que ela havia ultrapassado o limite de distância recomendável pelas autoridades sanitárias para a prevenção da Covid- 19, o coronavírus, que delimita um espaço entre duas pessoas para garantir o distanciamento social. A distância foi demarcada na empresa por correntes.

O jovem, na tentativa de orientá-la, passou a ser ofendido pela mulher que não obedeceu ao limite demarcado e passou a danificar objetos da empresa.

Segundo testemunhas e a vítima, a mulher então passou a quebrar máquinas de cartão, cones, teclado e monitor de um computador, o celular de um mototaxista e o balcão da agência.

A suspeita passou a ameaçar de morte o funcionário e cometeu crime de injúria e homofobia pela escolha sexual da vítima, proferindo ofensas como “veadinho, bicha, odeio veado, vou te matar e veado não entra no céu”.

Descontrolada, a mulher agredia quem se aproximava, inclusive os policiais. Resistindo a prisão, a suspeita chegou a dizer que era parente de uma autoridade do Estado, na tentativa de intimidar a ação dos policiais.

Rosinete foi conduzida à delegacia. Pouco tempo depois, familiares foram à unidade e apresentaram documentos que comprovam que Rosinete possui problemas mentais.

Diante disso, ela assinou um Boletim de Circunstanciado de Ocorrência (BOC) e foi liberada.

 

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