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Polícia Quinta-feira, 03 de Setembro de 2026, 22:00 - A | A

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Quinta-feira, 03 de Setembro de 2026, 22h:00 - A | A

OPERAÇÃO BÓREAS

Empresária presa pela PF diz que imagem divulgada não corresponde à “Tatiana da vida real”

Em primeira manifestação após prisão, Thatiana Rabelo afirmou que investigação tramita em sigilo e disse que não comentará o caso neste momento

GABRIEL BARBOSA
Da Redação

REPRODUÇÃO

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A empresária Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro se manifestou publicamente pela primeira vez nesta quinta-feira (3), após ser presa pela Polícia Federal durante a Operação Bóreas, deflagrada em agosto para investigar uma organização suspeita de atuar no transporte internacional de drogas e armas. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela afirmou que a imagem e o nome foram associados a fatos graves que, segundo ela, não correspondem à pessoa que é.

Thatiana disse ter recebido mensagens de funcionários, clientes, amigos e ex-alunos nos últimos dias e afirmou que sua trajetória profissional começou há quatro décadas, sendo 25 anos no estado de Mato Grosso. Ela também mencionou a formação em Direito e experiências como professora universitária e advogada antes de atuar como empresária.

“Nos últimos dias, a minha imagem e o meu nome foram vinculados massivamente pelas mídias, narrando uma mulher totalmente descontextualizada com a Tatiana Rabello da vida real”, declarou.

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Na manifestação, a empresária afirmou que a investigação tramita sob sigilo e segredo de Justiça e justificou a decisão de não apresentar detalhes sobre o caso neste momento.

Segundo Thatiana, apesar de ser a principal interessada em esclarecer os fatos, ela optou por respeitar o andamento da investigação e o Poder Judiciário. Ela também citou a própria formação jurídica e a experiência como professora para defender a necessidade de observância do devido processo legal.

“Eu me abstenho de falar dessa investigação em que eu sou a maior interessada em esclarecer essa narrativa que construíram de uma mulher com a minha imagem e meu nome, não sou eu”, afirmou.

PRISÃO

Thatiana foi presa em Cuiabá no dia 25 de agosto, durante a Operação Bóreas, conduzida pela Polícia Federal. A ação investiga uma estrutura suspeita de organizar voos, disponibilizar aeronaves e utilizar pistas clandestinas para transportar grandes carregamentos de cocaína e armas.

Na ocasião, a PF cumpriu três mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão, além de medidas autorizadas pela Justiça para apreensão de aeronaves e bloqueio e sequestro de bens e valores.

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Até então, a Polícia Federal não havia divulgado publicamente detalhes sobre a suposta participação individual de Thatiana na organização investigada.

TATU BOLA

A prisão da empresária ganhou repercussão também por ela ter sido identificada em reportagens como sócia da empresa responsável pelo Tatu Bola Bar, na região da Praça Popular, em Cuiabá.

Dois dias após a prisão, o Grupo Alife Nino, responsável pela marca Tatu Bola, afirmou que não possui vínculo societário ou administrativo com a empresária. Segundo a empresa, a unidade de Cuiabá funciona de forma independente há mais de um ano e possui apenas uma licença para utilização da marca.

O grupo também declarou não possuir qualquer relação com os fatos investigados pela Polícia Federal.

Até o momento, não há informação oficial de que o estabelecimento seja alvo da Operação Bóreas ou tenha sido utilizado nas atividades investigadas.

“DIAS MAIS DIFÍCEIS”

Na publicação, Thatiana também falou sobre a repercussão da prisão e afirmou que os últimos dias foram “os dias mais difíceis” de sua vida.

Ela destacou que clientes continuaram frequentando os estabelecimentos ligados à atuação empresarial e disse que as mensagens recebidas durante o período representaram um incentivo para seguir trabalhando.

A empresária encerrou a manifestação afirmando que pretende continuar a vida e ressaltou que sua trajetória não começou com a repercussão da investigação.

“A minha vida continua e ela não foi escrita semana passada”, finalizou.

A Operação Bóreas segue sob investigação da Polícia Federal. Como o procedimento tramita sob sigilo, informações sobre os elementos reunidos contra os investigados e a eventual participação individual de cada alvo dependem da divulgação oficial das autoridades ou de decisões judiciais que venham a tornar esses dados públicos.

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