Polícia Quinta-feira, 12 de Novembro de 2020, 12:03 - A | A

Quinta-feira, 12 de Novembro de 2020, 12h:03 - A | A

ATENTADO A COMITÊ

Candidata a vereadora diz que intenção de PMs presos era executar alguém de sua equipe

LUIS VINICIUS
DA REDAÇÃO

Alvo de uma quadrilha especializada, a candidata a vereadora Edleusa Mesquita (PSB) disse que não acredita que a intenção do grupo criminoso, preso na madrugada desta quinta-feira (12), era roubar o seu comitê. Em entrevista ao HiperNotícias, a presidente licenciada do Sindicato dos Investigadores da Polícia Civil (Sindpol) afirmou estar “assustada” com os fatos e que acredita que a finalidade dos envolvidos era executar alguém da sua equipe.

Reprodução

Edileuza Mesquita

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À reportagem, Edleusa explicou que ficou sabendo da prisão do grupo por meio de amigos. Além disso, a sindicalista disse que foi surpreendida, pois não mantém dinheiro em seu comitê.

“Eu não acredito que iriam fazer assalto no comitê. E se tivesse acontecido troca de tiros nós seríamos informados porque nós também andamos armados. Boa parte da minha equipe são policiais civis e eu acredito que isso (roubo) está mais para uma execução”, disse a sindicalista.

O grupo criminoso era formado por cinco homens, sendo três policiais militares. A quadrilha, segundo os militares do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), era especializada em roubos a residência. O bando foi preso na madrugada desta quinta-feira (12), no bairro Jardim Vitória, em Cuiabá.

Durante a prisão, os policiais descobriram que eles pretendiam roubar o comitê da candidata. Edleusa afirma que não guarda dinheiro em seu local de trabalho da campanha.

“Eu estava na delegacia pedindo voto para os policiais quando fui surpreendida porque me avisaram que a notícia saiu na TV e em alguns sites. Eu estou assustada até agora porque eu não tinha noção que estava nessa situação. É a primeira vez que eu sou candidata, nunca fui política, então eu estou assustada, não esperava. Eu não acredito no discurso que iriam fazer assalto porque meu comitê é pequeno, minha equipe de trabalho parte dela são de policiais e nós não trabalhamos com “dinheiro”, explicou.

A sindicalista destacou ainda que o suposto crime possa ter motivação política e que a prisão do grupo criminoso é uma forma de intimidá-la.

“Eu estou assustada, eu não consigo acreditar que isso possa está acontecendo em pleno século 21. E é possível perceber que a política de Mato Grosso passa ano, mas não muda a mentalidade de algumas pessoas que querem tirar um concorrente do caminho. Em vez de apresentar propostas ficam fazendo esse tipo de intimidação. Eu estou assustada realmente com isso, mas eu não vou me intimidar com esse tipo de situação, apesar de estar chateada”, concluiu.

Corregedoria apura

A Corregedoria da Polícia Militar deverá instaurar um inquérito para investigar a conduta dos três PMs que foram presos suspeitos de planejarem um roubo ao comitê da candidata.

Foram presos os soldados Valdir Maria do Nascimento, 30 anos, João Batista Silveira dos Santos, 35 anos e o cabo Roney Petterson Silva Faria, 41 anos. Já os comparsas dos militares foram identificados como Jackson de Almeida Pereira, 27 anos, e Samuel da Silva Pedroso, 38 anos.

Os policiais da Rotam informaram que chegaram aos suspeitos depois de terem sido abordados por uma pessoa. O denunciante alegou que em uma casa do bairro tinha uma quadrilha especializada em roubos a residência.

 

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