Em publicação na Truth Social, Trump disse que o encontro foi "muito bom" e ressaltou que a "tremenda relação entre nossos dois países continua". Segundo ele, "não houve nada definitivo alcançado, exceto que insisti que as negociações com o Irã continuem para ver se um acordo pode ser consumado". O republicano afirmou que um entendimento "seria a preferência", mas advertiu: "Se não puder, teremos que ver qual será o resultado".
O presidente também fez referência a ações militares passadas. "Da última vez o Irã decidiu que era melhor não fazer um acordo e foi atingido com o 'Martelo da Meia-Noite' - isso não funcionou bem para eles", escreveu, acrescentando que espera que, "desta vez, sejam mais razoáveis e responsáveis". O "Martelo" foi o nome dado à operação conduzida pelos EUA no ano passado que lançou ataques aéreos contra bases nucleares no país persa.
Antes da guerra do ano passado, o Irã vinha enriquecendo urânio a até 60% de pureza - nível tecnicamente próximo ao grau armamentista - segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o que ampliou preocupações no Ocidente.
As declarações ocorrem em meio a esforços para retomar o diálogo indireto entre Washington e Teerã, com mediação de Omã, após a guerra de 12 dias entre Israel e Irã em junho do ano passado. Antes do encontro, Netanyahu indicava que defenderia exigências adicionais a Teerã, incluindo limites ao programa de mísseis balísticos e ao apoio a grupos como Hamas e Hezbollah.
Trump tem alternado sinais de abertura à diplomacia com advertências de que "as consequências serão muito graves" caso o Irã não aceite restrições ao seu programa nuclear. Do lado iraniano, o ministro das Relações Exteriores, Seyed Abbas Araghchi, afirmou recentemente que Teerã prefere a diplomacia, mas está "mais preparado do que nunca" para uma eventual escalada militar. Segundo ele, o país não aceitará "enriquecimento zero" e, em caso de ataque dos EUA, responderia a bases americanas na região.
Na mesma publicação, o presidente americano afirmou ainda que discutiu com Netanyahu o que classificou como "tremendo progresso" em Gaza e na região, declarando que há "verdadeiramente PAZ no Oriente Médio".
(Com Agência Estado)
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