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Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2026, 07h:00 - A | A

Premiê diz que Canadá pagou por Ponte que Trump recusa inaugurar

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, disse nesta terça-feira, 10, ter tido uma conversa "positiva" com Donald Trump depois que o presidente americano ameaçou bloquear uma nova ponte entre os dois países e lembrou a ele que foi o Canadá que pagou pela estrutura.

Na segunda-feira, 9, Trump postou uma longa mensagem nas redes sociais ameaçando suspender a inauguração da Ponte Internacional Gordie Howe, que custou US$ 4,6 bilhões, entre Windsor, Ontário, e Detroit, Michigan, caso as autoridades canadenses não resolvessem uma longa lista de queixas.

Em meio a uma guerra comercial e a um crescente desentendimento entre americanos e canadenses, Trump afirmou que "não permitiria" a abertura da ponte, prevista para o início deste ano, "até que os EUA sejam totalmente compensados por tudo o que demos". "É importante que o Canadá trate os EUA com a justiça e o respeito que merecem", disse.

Não ficou claro como Trump bloquearia a inauguração da ponte. Sua construção foi financiada pelo Canadá. Um acordo público-privado, no qual o país e o Estado de Michigan operariam a travessia em conjunto, concede a autoridades estaduais americanas uma participação na propriedade. O projeto é destinado a aliviar o congestionamento na Ponte Ambassador e no túnel Detroit-Windsor.

Negociação

"Isso vai ser resolvido", disse Carney a repórteres, observando que aço e trabalhadores americanos foram usados na obra. De acordo com o premiê, Trump disse que pedirá ao embaixador dos EUA no Canadá, o ex-deputado de Michigan Pete Hoekstra, que faça a "mediação das conversas relacionadas à ponte".

Uma possível maneira de bloquear a ponte seria declarar estado de emergência. De acordo com a lei, a agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) pode fechar temporariamente um ponto de entrada "quando necessário para responder a uma ameaça específica à vida humana ou aos interesses nacionais". Trump frequentemente invoca leis de emergência para eventos e circunstâncias considerados rotineiros, a fim de se valer da autoridade ampliada que isso lhe confere.

Pedido

A Ponte Ambassador, nas proximidades, uma das passagens de fronteira mais movimentadas do continente, é propriedade privada há décadas de um bilionário do setor de transporte rodoviário de Detroit e sua família, os Moroun. Eles já haviam pedido a Trump que interrompesse a construção da ponte Gordie Howe, que, uma vez inaugurada, competiria com os mais de US$ 300 milhões em comércio transfronteiriço diário que passam pela Ponte Ambassador.

Em publicação nas redes sociais, na segunda-feira, Trump também sugeriu que os EUA poderiam tentar adquirir "pelo menos metade" da nova ponte e obter uma parte da receita dos pedágios.

Em seu primeiro mandato, Trump promoveu o projeto em uma declaração conjunta com autoridades canadenses como um símbolo da profunda parceria econômica entre os dois países e como "um elo econômico vital" entre eles.

Mas a ameaça do presidente de suspender a abertura da ponte está em consonância com uma campanha de pressão mais ampla para forçar o governo canadense a ceder às suas exigências. Além de ameaçar anexar o Canadá como o 51.º Estado americano, Trump trava uma guerra comercial contra seu vizinho do norte, impondo tarifas e ameaçando com outras sanções econômicas.

Discurso

Os ataques de Trump ao Canadá aumentaram de intensidade após o discurso feito no mês passado pelo primeiro-ministro canadense no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. Em sua fala, considerada histórica por analistas, Carney pediu que os líderes de nações de médio porte se unam para resistir à doutrina "América Primeiro" de Trump e aos seus esforços para desmantelar a ordem internacional pós-2.ª Guerra.

A posição agressiva de Trump desde que retornou ao cargo enfureceu o governo canadense, irritou seus cidadãos e prejudicou os laços econômicos entre os dois países. Os canadenses têm boicotado destinos turísticos e produtos importados dos EUA. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

(Com Agência Estado)

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