Mundo Quarta-feira, 16 de Novembro de 2011, 14:39 - A | A

Quarta-feira, 16 de Novembro de 2011, 14h:39 - A | A

DE NOVO, A CRISE...

Premiê da Itália acumulará cargo de ministro de Economia

Mario Monti aceitou oficialmente o cargo de primeiro-ministro e apresentou ao presidente italiano a formação do seu futuro governo

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O novo primeiro-ministro italiano Mario Monti, um economista de 68 anos, disse nesta quarta-feira que será o ministro de Economia da Itália, além de primeiro-ministro.

O ex-comissário europeu aceitou oficialmente nesta quarta o cargo de primeiro-ministro da Itália, oferecido a ele no domingo pelo presidente da República, Giorgio Napolitano, para recuperar a confiança da Europa e dos mercados diante da crise.

Monti substitui Silvio Berlusconi, que renunciou ao cargo no último sábado, em meio a uma crise econômica.

O novo premiê fez o anúncio a jornalistas após se reunir com o presidente para apresentar a lista de nomes com os quais pretende formar o seu gabinete de ministros.

A equipe de Monti, formada por 16 pessoas, todos tecnocratas, terá Corrado Passera, administrador do segundo maior banco da Itália, Intesa Sanpaolo, com o cargo de "superministro" de Desenvolvimento Econômico, Infraestrutura e Transportes.

"A fusão desses ministérios permitirá uma maior coordenação do crescimento econômico", disse Monti, que também reconheceu que não há políticos em sua lista. "A ausência de políticos facilitará em vez de criar obstáculos" à gestão, afirmou.

Tony Gentile/Reuters

O primeiro-ministro italiano, Mario Monti, anuncia a formação de seu futuro gabinete após reunião com presidente

"As forças políticas manifestaram claramente que não queriam participar", acrescentou Monti, que reconheceu que a Itália atravessa um momento difícil.

A lista do governo inclui ainda três mulheres para ocupar os cargos de ministras de Interior (Anna Maria Cancellieri), Justiça (Paola Severino), e Trabalho e Igualdade de Oportunidades (Elsa Fornero)

Os outros nomes anunciados foram Giulio Terzi di Sant'Agata (Relações Exteriores), Francesco Profumo (Educação), Giampaolo di Paola (Defesa), Corrado Clini (Meio Ambiente), Mario Catania (Políticas Agrícolas), Renato Balduzzi (Saúde), Lorenzo Ornaghi (Cultura) e Antonio Catricalà (Subsecretário da Presidência).

Após formalizar a aceitação oficial do cargo de primeiro-ministro diante do presidente italiano e apresentar sua lista com os nomes dos ministros, os novos membros do Executivo farão o juramento de seu cargo nesta tarde, às 17h no horário local, e se reunirão com o conselho de ministros.

Para esta quarta-feira, o novo premiê também tem uma reunião agendada com líderes de bancada da Câmara dos Deputados e do Senado.

Amanhã (17), a formação do novo Executivo passará por um voto de confiança no Parlamento italiano.

Na segunda e terça-feira, Mario Monti se reuniu com todas as forças políticas do país para pedir apoio ao seu governo, além de sindicalistas, empresários, jovens e mulheres.

Após se reunir com diversos grupos, Monti afirmou que havia constatado que todos "tinham plena consciência da atual situação de emergência" e espressou sua "fé na solidez das instituições e da sociedade civil" italianas.

O novo chefe de governo destacou que todos os setores consultados aceitaram a ideia de fazer "sacrifícios" para tentar tirar a Itália da crise.

Tanto o Partido Democrata (PD), principal movimento da esquerda italiana, como o Povo da Liberdade (PDL), fundado por Berlusconi, confirmaram que apoiarão o governo no Parlamento.

CONFIANÇA DOS MERCADOS

Mario Monti disse nesta quarta-feira esperar que seu novo governo de tecnocratas possa restaurar a confiança dos mercados no país e acalmar o tenso clima político.

Em suas primeiras declarações após revelar seu gabinete, Monti também rejeitou a sugestão de que a nomeação do diretor-executivo do Intesa Sanpaolo, Corrado Passera, para a pasta de Infraestrutura possa constituir um conflito de interesses.

O governo, que terá como principal objetivo aliviar a pressão dos mercados e a especulação internacional, planeja anunciar seu programa ao Senado na quinta-feira, disse Monti.

Mario Monti espera que seu governo chegue ao final da legislatura em 2013, para ter tempo de realizar as reformas econômicas necessárias.

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