Segundo comunicado da Câmara, a votação ocorreu durante uma sessão extraordinária, convocada após a oficialização da renúncia de Peña, que alterou o cenário político e a discussão sobre a sucessão presidencial.
Durante o debate, os parlamentares contrários ao impeachment argumentaram que Alliana não possuía atribuições legais nem participação direta nas decisões que desencadearam a crise do sistema financeiro. Também defenderam a necessidade de garantir a previsibilidade democrática e preservar a normalidade constitucional diante da iminente vacância da Presidência.
Já os defensores da destituição, incluindo setores da oposição, acusaram o vice-presidente de suposta omissão e proteção política diante da aplicação irregular de recursos públicos da previdência. Como a proposta não alcançou o quórum exigido pelo artigo 225 da Constituição paraguaia, o presidente da Câmara, Raúl Latorre, determinou seu arquivamento.
A decisão ocorre após Peña anunciar sua saída da Presidência, pressionado pela perda de apoio do Partido Colorado e por denúncias relacionadas ao Ueno, instituição ligada a antigos sócios do ex-mandatário. Pela Constituição, Alliana é o sucessor na chefia do Executivo.
Pouco antes do fechamento deste texto, a Câmara dos Deputados do Paraguai aprovou, com 78 votos favoráveis, a abertura de um processo de impeachment contra Peña, apesar de sua renúncia. A acusação será encaminhada ao Senado, responsável pelo julgamento político do mandatário.
(Com Agência Estado)
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