Nielsen negou ter conhecimento sobre quaisquer detalhes do esboço de acordo alcançado ontem pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e pelo secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte. Segundo ele, a discussão provavelmente envolveu objetivos em comum de ambos os aliados, mas que os termos ainda serão negociados;
"Não sei o que há de concreto sobre esse acordo com os EUA", afirmou o premiê, acrescentando que agora possui equipes trabalhando nas negociações para resolver as tensões. "Desejo de controlar nossa ilha ainda parecia existir até ontem, mas diálogo respeitoso é algo que buscamos desde o começo e agora parece que outras partes também querem isso."
Nielsen frisou que ninguém possui autoridade para negociar e fechar um acordo em nome da Groenlândia ou da Dinamarca sem que seus representantes estejam envolvidos, em aparente crítica velada ao anúncio da véspera. Questionado mais de uma vez, o premiê repetiu que "não sabe" o que os termos do esboço EUA-Otan envolvem ou se houve discussões sobre minérios críticos e estabelecimento de bases militares na ilha.
O líder da Groenlândia ressaltou que está disposto a ampliar a participação da Otan e até mesmo instalar missões especiais da aliança militar, mas não comentou se faria o mesmo com a presença dos EUA na região. "Quero discutir o Domo de Ouro e planos semelhantes respeitosamente, mas pelos canais certos e de maneira respeitosa", disse. "Segurança no Ártico é algo em que todos concordam."
Nielsen foi categórico ao afirmar que defender a soberania da Groenlândia é sobre "manter a ordem mundial" e resolução de conflitos por meio da diplomacia. "Estamos esperançosos e queremos manter boa relação com os EUA, mas é difícil com ameaças todos os dias", pontuou.
(Com Agência Estado)
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