Segundo o banco, a matemática eleitoral sugere que o caminho de Cepeda é mais estreito: ele precisaria de um aumento "historicamente grande" na participação e, além disso, de uma divisão muito favorável dos novos votantes para compensar o déficit inicial. Mesmo em situações em que a entrada de eleitores adicionais beneficie proporcionalmente Cepeda, o modelo do Citi aponta que De la Espriella ainda manteria a dianteira na maioria das hipóteses.
A projeção parte de um exercício de redistribuição de votos que considera três canais de mudança até o segundo turno: o destino dos 3,2 milhões de votos dados a candidatos eliminados; o perfil ideológico de um eventual aumento de comparecimento; e o grau de consolidação do bloco de Paloma Valencia - com 1,64 milhão de votos - em favor de De la Espriella. Valencia já declarou apoio a ele, mas o Citi ressalta que a taxa efetiva de transferência ainda é incerta e pode variar.
O relatório avalia que a migração de votos de candidatos eliminados tem peso secundário. A alocação por "alinhamento ideológico" e "intensidade anti-Petrista", com maior abstenção entre eleitores de centro, tenderia a gerar um saldo apenas modestamente favorável a Cepeda fora do campo de Valência.
Portando a decisão, na visão do Citi, depende sobretudo de duas variáveis: quão disciplinado será o bloco de Valencia no segundo turno e qual será o tamanho e a inclinação partidária do comparecimento extra. Em outras palavras: menos troca de lado e mais capacidade de colocar gente na rua - com De la Espriella, hoje, melhor posicionado.
(Com Agência Estado)
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