Avaliação assinada pelo fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas e pelo ortopedista Alexandre Firmino afirma que o ex-presidente, de 71 anos, esteve consciente, orientado e colaborativo durante a avaliação e atendimento. Está autorizada a realização de apenas uma sessão semanal de fisioterapia, com foco em mobilizações passivas da região.
Em relatório separado, o cardiologista Brasil Ramos Caiado informou o STF que Bolsonaro não apresentou queixas relevantes de dor no ombro, mas "episódios de queimação epigástrica associados a refluxo gastroesofágico".
"Devido aos quadros de soluços recorrentes, foi mantido com doses elevadas previamente ajustadas das medicações específicas e rigorosa dieta com baixo teor de acidez", afirmou o médico.
O documento informa ainda que o ex-presidente iniciou exercícios aeróbicos leves e progressivos, mantém a pressão arterial sob controle e continua apresentando instabilidade crônica do equilíbrio corporal, o que levou a adoção de "medidas preventivas para redução de risco de quedas."
Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra o patrimônio da União.
Ele está em prisão domiciliar humanitária desde o fim de março, quando contraiu uma broncopneumonia bacteriana. Antes, estava detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.
(Com Agência Estado)
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