Marco Buzzi está afastado do cargo desde fevereiro deste ano. Ele é alvo de processo administrativo disciplinar (PAD) no STJ e de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), por ter foro privilegiado, para apurar as acusações de crimes sexuais supostamente praticados contra as duas mulheres. A defesa do ministro tem negado as acusações.
A primeira denúncia foi feita por familiares de uma jovem de 18 anos, amigos de Buzzi. Segundo os relatos, a vítima passava férias com os pais e a família do ministro no imóvel dele, localizado em Santa Catarina. Lá, o magistrado teria tentado agarrar a jovem à força.
Após essa acusação, uma ex-assessora do ministro relatou fatos similares. Ela denunciou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) cinco episódios em que teria sido assediada sexualmente e ainda um outro de assédio moral durante o período no qual trabalhou no gabinete.
O ministro também é investigado em processo no STF, que analisa o caso na esfera criminal e tramita em sigilo. No fim do mês de março, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou ao ministro Nunes Marques, relator do caso na Corte, parecer favorável à abertura de inquérito criminal, com envio dos autos à autoridade policial para diligências por 60 dias, sob sigilo, e posterior retorno do caso ao Ministério Público para nova avaliação.
Em meados de abril, o STJ decidiu instaurar o processo disciplinar após a análise das conclusões da comissão de sindicância instaurada em fevereiro. Também foi mantido o afastamento cautelar de Buzzi até a conclusão do processo.
(Com Agência Estado)
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