Preso pela morte do paciente Alessandro Sidinei Braga, de 38 anos, o funcionário da Clínica Terapêutica Pró-Vida, em Cuiabá, admitiu ter alterado a cena onde a vítima foi encontrada, mas negou ter cometido o homicídio. Em depoimento, Odiley Rodrigues de Souza afirmou que simulou um suicídio por medo de ser responsabilizado pela morte.
Segundo o relato prestado à Polícia Civil, Alessandro fazia tratamento para esquizofrenia e apresentava comportamento bastante agitado no dia do ocorrido. O suspeito afirmou que o paciente estava causando tumulto dentro do quarto onde permanecia internado, o que exigiu uma intervenção por parte dos funcionários da unidade.
Odiley contou que entrou no cômodo acompanhado de outro colaborador para realizar a contenção do paciente. Durante o procedimento, as mãos de Alessandro teriam sido amarradas para trás com uma corda. Após a intervenção, o funcionário afirmou ter deixado o quarto trancado e se retirado do local.
Conforme o depoimento, ao amanhecer ele percebeu que todos os internos já haviam deixado seus quartos, exceto Alessandro. Ao verificar a situação, encontrou o paciente imóvel e sem apresentar sinais de reação.
LEIA MAIS: Funcionário mata paciente dentro de clínica e tenta simular suicídio
O suspeito afirmou ainda que tentou reanimar a vítima, mas não obteve sucesso. Segundo ele, Alessandro já estava morto quando foi encontrado. Apesar de negar qualquer participação direta no homicídio, Odiley confessou que criou uma falsa versão para explicar a morte. Inicialmente, ele informou que o paciente havia cometido suicídio por enforcamento dentro da clínica.
À polícia, o funcionário alegou que inventou a história porque temia ser responsabilizado pelo ocorrido. Ele também negou ter provocado a morte da vítima e chegou a sugerir que outros pacientes da unidade poderiam ter participado do caso.
No entanto, a investigação trabalha com a hipótese de que Alessandro tenha morrido durante a tentativa de contenção. Informações preliminares apontam que Odiley teria aplicado um golpe conhecido como "mata-leão" com força excessiva, causando a morte do paciente. Até o momento, não há indícios de que houvesse intenção de matar.
Outra linha de apuração indica que o suspeito teria colocado uma corda no pescoço da vítima após a morte para sustentar a versão de suicídio apresentada inicialmente aos policiais.
A farsa foi descoberta durante os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que identificou inconsistências entre os vestígios encontrados no local e a dinâmica relatada pelos envolvidos.
O caso segue sendo investigado pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Os laudos periciais, especialmente o exame de necropsia, deverão esclarecer a causa da morte e auxiliar na definição das responsabilidades criminais.
Confira o vídeo do depoimento
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.







