Em comunicado, o comando militar afirmou que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ameaçou bombardear Dahieh, subúrbio ao sul de Beirute, e outras áreas da capital libanesa, além de emitir alertas para a retirada de moradores locais.
Segundo o texto, caso essas ameaças sejam executadas, os residentes de áreas no norte de Israel e de localidades militares nos "territórios ocupados" devem abandonar a região para evitar sofrer danos. O comunicado acusa Israel de promover repetidas violações do cessar-fogo.
Também nesta segunda-feira, o conselheiro militar do líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, Mohsen Rezaei, elevou o tom das advertências contra Israel e seus aliados. Em publicação no X, Rezaei afirmou que o Estreito de Ormuz está "sob gestão do Irã" e declarou que Teerã não permitirá a continuidade do que chamou de "cerco marítimo", nem uma escalada das tensões no Líbano. "A paciência das forças armadas da República Islâmica do Irã tem um limite", escreveu Rezaei.
As declarações ocorrem em meio ao agravamento do conflito regional e após o Irã anunciar a suspensão das comunicações indiretas com os Estados Unidos sobre uma possível negociação para reduzir as hostilidades no Oriente Médio.
(Com Agência Estado)
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