O Instituto Premius de Desenvolvimento (IPD), alvo de auditoria da Controladoria-Geral do Município de Cuiabá (CGM) que identificou cursos de 16 horas custando R$ 500 mil e conflito de interesses com gabinete parlamentar, concentrou R$ 7,25 milhões em emendas impositivas de 2024, equivalente a 27,77% do total de R$ 26,11 milhões destinados via parlamentares naquele exercício. Levantamento no Portal da Transparência revela que oito vereadores direcionaram recursos à entidade, sendo que ao menos três modificaram emendas originalmente vinculadas a outras finalidades ou beneficiários.
A prática de redirecionamento de recursos foi destacada como irregularidade sistêmica pela auditoria. Entre os casos mais emblemáticos.
O ex-vereador Kássio Coelho (Podemos) destinou R$ 250 mil inicialmente para "substituição e implementação de lâmpadas de LED no Sistema de Iluminação Pública Municipal". A emenda foi redistribuída e modificada integralmente para o IPD.
Já o ex-vereador Luis Claudio indicou duas emendas de R$ 1,2 milhão cada modificadas para o instituto. Uma originalmente destinado a "mutirão de cirurgias eletivas no Pronto Socorro Municipal antigo" e outra inicialmente direcionados ao Instituto IDEAES para produção de "100 episódios de podcast sobre bairros de Cuiabá", posteriormente transferidos ao IPD.
O vereador Sargento Joelson (PSB), investigado por suspeita de pagamento de propina, destinou R$ 1 milhão com indicação inicial ao IDEAES para "curso e atividades culturais, esportivas e de lazer em 20 bairros", mas a emenda foi modificada para o IPD.
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OUTROS VEREADORES
O Pastor Jeferson Siqueira (PSD), assim como em 2023, destinou os mesmos R$ 1,2 milhão para "eventos culturais e esportivos", mesmo parlamentar cujo chefe de gabinete, Ronaldo Ferreira Moraes Reis, é representante do IPD, conforme apontado pela CGM;
O vereador Demilson Nogueira (PP) destinou R$ 700 mil para "capacitação preparatória EAD para estudantes do ENEM" e o ex-vereador Rogério Varanda, destinou duas emendas que somam R$ 1,2 milhão para "eventos culturais, esportivos e curso de capacitação".
Paulo Henrique, suspeito de ajudar a lavar dinheiro para o Comando Vermelho (CV), destinou R$ 500 mil para "capacitação de servidores".
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