Natural do Rio de Janeiro, Silvio participou de mais de 150 filmes em sua carreira. Ao longo de sua trajetória, atuou como técnico de som, diretor e documentarista. Após iniciar sua carreira trabalhando com áudio durante a década de 1970, fez sua estreia na direção em 1980 com Fênix, um curta-metragem sobre a resistência ao regime militar brasileiro.
Quatro anos depois, dirigiu o documentário O Príncipe do Fogo, curta premiado no Festival de Gramado. A obra retratava a história de Febronio Índio do Brasil, homem acusado de assassinar diversas pessoas na década de 1920. Em 1985, dirigiu Igreja da Libertação, documentário sobre a teologia da libertação em território brasileiro.
Durante a década de 1990, atuou como técnico de som em filmes importantes do cinema brasileiro, como Pequeno Dicionário Amoroso, de Sandra Werneck; Amores, de Domingos Oliveira; Mauá - O Imperador e o Rei; de Sergio Rezende; Villa-Lobos, Uma Vida de Paixão, de Zelito Viana. A sua obra-prima, no entanto, foi lançada em 2007: Hércules 56.
O documentário, o primeiro longa-metragem de Da-Rin, revisita o sequestro do embaixador americano Charles Burke Elbrick, entrevistando os revolucionários que armaram a ação e os presos políticos trocados pelo político em 1969.
Além do trabalho como cineasta, Silvio também teve importante atuação política para o setor audiovisual brasileiro. Foi presidente da Federação de Cineclubes, além de atuar como secretário do Audiovisual do governo Lula, trabalhando com o ministro da Cultura Gilberto Gil. O velório de Silvio Da-Rin será realizado nesta sexta-feira, 30, às 16h, no cemitério São Francisco de Paula, no Rio de Janeiro.
(Com Agência Estado)
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