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Justiça Terça-feira, 27 de Janeiro de 2026, 21:04 - A | A

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Terça-feira, 27 de Janeiro de 2026, 21h:04 - A | A

CRIME E FAMA

Quem é o advogado que defendeu o réu condenado pela morte de Bruna Oliveira em Sinop

Defesa no Tribunal do Júri foi feita por advogado influenciador com histórico de condenação por violência doméstica

GABRIEL BARBOSA
Da Redação

O julgamento que resultou na condenação de Wellington Honorato dos Santos a 19 anos e dois meses de prisão pela morte de Bruna Oliveira, em Sinop, também chamou atenção por um elemento externo ao crime: quem integra a defesa do réu no Tribunal do Júri.

A defesa foi conduzida pelo advogado João Francisco de Assis Neto, conhecido nacionalmente pela atuação nas redes sociais e por episódios judiciais envolvendo seu próprio nome. João Neto ganhou notoriedade nos últimos anos como influenciador digital do meio jurídico, acumulando mais de um milhão de seguidores.

O advogado esteve preso em 2025, em Maceió (AL), por cerca de 29 dias, após ser flagrado agredindo a então companheira dentro do apartamento do casal. As agressões foram registradas por câmeras de segurança e resultaram em atendimento hospitalar à vítima. Posteriormente, ele foi condenado a quatro anos e dois meses de reclusão por violência doméstica, além de medidas restritivas, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. O processo tramitou na Justiça de Alagoas.

Na esfera profissional, João Neto também chegou a ter a inscrição suspensa preventivamente pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) por 90 dias, em decisão do Tribunal de Ética e Disciplina, que apontou condutas consideradas incompatíveis com a dignidade da advocacia. Após o cumprimento da suspensão, o advogado teve a inscrição reativada e voltou a exercer a profissão.

Mesmo com o histórico, João Neto atuou na defesa de Wellington Honorato no Tribunal do Júri de Sinop. Durante o julgamento, a defesa sustentou a tese de afastamento da qualificadora do motivo fútil, embora o Conselho de Sentença tenha reconhecido a qualificadora e mantido a condenação também pelo crime de ocultação de cadáver.

Ao final da sessão, a defesa informou que irá recorrer da decisão, mantendo o questionamento sobre a qualificadora, mas sem contestar a condenação pelo crime de ocultação de cadáver.

O CRIME

Bruna Oliveira, de 24 anos, foi morta após uma discussão relacionada à venda de um ventilador. Após o homicídio, o corpo foi retirado do local, arrastado por correntes presas a uma motocicleta e levado até uma área afastada de Sinop, onde foi ocultado em uma vala. O acusado foi preso no dia seguinte e confessou o crime.

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