As investigações em torno da 'Operação Hermes (Hg) II', deflagrada nesta quarta-feira (8) pela Polícia Federal em Mato Grosso e outros estados, foi dividida minuciosamente em seis núcleos, no intuito de revelar as funções e envolvimento de cada empresário alvo da ação, responsável por desarticular a organização criminosa de empresários mato-grossenses acusados da compra e venda de mercúrio ilegal.
Conforme o documento, o mercúrio em questão tem como destino final o abastecimento de garimpos em áreas que compõem a Amazônia.
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De acordo com o documento, as investigações foram divididas em fornecedores, sócios, financiadores, intermediários/comissionados, compradores e operacionais.
Segundo o documento, a substância era fornecida pela empresa Metalms Industrial Brasileira de Metais LTDA., por meio de seus sócios José Carlos Morelli e Ferdinando Morelli.
Conforme os autos, os proprietários da empresa, que tem como sede o estado de São Paulo, tinham total conhecimento da ilicitude da venda do mercúrio, com fraudes documentais e simulações de vendas e documentos.
OS SÓCIOS
Já o quadro societário da organização criminosa é composto, segundo o despacho judicial, de Edilson Rodrigues de Campos e Tiago Mendonça Campos, pai e filho, e ambos já respondem como alvos da primeira fase das investigações. Neste segundo momento, eles foram citados pela polícia como ‘os principais parceiros’ das atividades relacionadas à comercialização de mercúrio ilegal. Sozinhos, eles movimentaram mais de R$ 2 milhões.
William Leite Rondon era um financiador da organização criminosa que, posteriormente, tornou-se um sócio, como aponta o documento. Consoante a autoridade policial, o envolvido tinha total ciência das práticas ilícitas e teria recebido pouco mais de R$ 900 mil como pagamento e lucro de seus investimentos.
Edemil Antonio de Pinho é citado nos diálogos como funcionário e responsável por fazer a compra de mercúrio.
Ali Veggi Atala, ainda na primeira fase das investigações, é apontado como o responsável pelo pedido de autorização de mercúrio junto ao Instituto Nacional de Meio Ambiente (Ibama). Em suas conclusões, Ali foi apontado como importante integrante da organização criminosa, seja por passar conhecimentos técnicos, seja na parte operacional. Além de estar diretamente envolvido na parte comercial envolvendo Brasil, Bolívia e México e novas rotas clandestinas, participaria diretamente da realização de "mocós" nos veículos e, com o apurado nas movimentações bancárias, ele foi constante beneficiário das empresas investigadas.
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Alberto Veggi Atala é apontado como responsável por disponibilizar e coordenar uma estrutura de cambio paralelo, legal, que conseguia transferir capital para a Bolívia.
Edgar dos Santos Veggi é citado como um financiador. Além de funções de gerência, ele supostamente participava da alta cúpula da organização criminosa, participando de decisões relativas às tratativas para a liberação da importação de mercúrio junto aos órgãos de controle.
Patrike Noro de Castro e Arnoldo Veggi são outros citados. Na primeira fase da operação, Hermes Patrike havia sido identificado como beneficiário/recebedor de vultosos volumes financeiros com Arnoldo. Com base nas investigações, constatou-se que ele intermediou diversas negociações de mercúrio, auxiliando a organização criminosa a movimentar mais de meia tonelada da substância e mais de meio milhão de reais. Patrike captava clientes e recebia comissão por venda realizada.
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