Terça-feira, 19 de Maio de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Justiça Terça-feira, 19 de Maio de 2026, 16:05 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Terça-feira, 19 de Maio de 2026, 16h:05 - A | A

EMBRIAGADA E A 101 KM/H

MPMT quer condenação de médica que atropelou e matou verdureiro em Cuiabá em 2018

O Ministério Público reforça provas de embriaguez, alta velocidade e negligência no atropelamento que matou Francisco Lúcio Maia

ANDRÉ ALVES
Da Redação

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), em suas alegações finais, requereu formalmente a condenação da médica Letícia Bortolini pelo crime de homicídio culposo pelo atropelamento e morte do verdureiro Francisco Lúcio Maia em 14 de abril de 2018. De acordo com o documento, a ré estava sob influência de álcool e trafegando em velocidade acima do limite permitido para a vida pública.

Francisco era um trabalhador conhecido na região, arrimo de família, que há 17 anos acordava de madrugada para buscar as verduras que vendia na entrada do bairro Coophamil. O impacto foi tão violento que a vítima foi arremessada contra o tronco de uma árvore e morreu no local por politraumatismo e traumatismo cranioencefálico.

De acordo com o MPMT, a ação penal é totalmente procedente, considerando a autoria e a materialidade do crime amplamente comprovadas. No entanto, o processo se arrasta há mais de oito anos com inúmeros recursos, mudanças de tipificação e alternância de varas criminais.

Em setembro de 2018, o Ministério Público denunciou inicialmente a médica por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar. Em agosto uma decisão do juízo da 12ª Vara determinou que a Bortolini seria julgada pelo Tribunal do Júri por homicídio qualificado, omissão de socorro, fuga e embriaguez. Três meses depois, o crime foi desclassificado de homicídio doloso para culposo, quando não há intenção de matar.

LEIA MAIS: Laudo aponta que médica dirigia a 101 km/h quando atropelou verdureiro

O MPMT e a filha da vítima recorreram. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) manteve a desclassificação para crime culposo por entender que não havia dolo eventual. Além disso, o tribunal decretou a prescrição dos crimes de omissão de socorro e fuga, extinguindo a punibilidade deles. A discussão foi parar no Superior Tribunal de Justiça (STJ) que manteve a decisão da segunda instância.

Com a desclassificação definitiva para crime culposo, os autos saíram da vara do júri e foram redistribuídos para a 10ª Vara Criminal de Cuiabá. O MPMT abriu prazo para novas alegações. Após inércia da ré e movimentações de defesa, o Ministério Público apresentou este memorial final pedindo a condenação.

A Promotoria baseou a acusação em laudos periciais científicos e depoimentos contundentes como a velocidade de 101 km/h, a recusa do teste de bafômetro, a avaliação da Polícia Militar que a médica estava com alteração psicomotora, olhos vermelhos, fala desconexa e que precisava se escorar nas paredes para manter o equilíbrio. Além disso, o laudo de necropsia confirmou que Francisco sofreu lesões severas decorrentes de um "trauma de alta transferência de energia cinética", compatível com a velocidade excessiva descrita.

"A velocidade excessiva que era deliberadamente imprimida pela acusada em seu veículo retratou fator que comprometeu a sua própria capacidade de frenagem, o seu tempo de reação e a possibilidade de evitar o atropelamento", registrou a Promotoria.

LEIA MAIS: Ministério Público recorre contra decisão que "livrou" Letícia Bortolini de Tribunal do Júri

Com as alegações finais do Ministério Público, a sentença final será proferida pela 10ª Vara Criminal de Cuiabá.

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros