Um novo laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) apontou que a médica Letícia Bortolini dirigia a 101 km/h quando atropelou e matou o vendedor de verduras, Francisco Lúcio Maia. O novo laudo sobre o acidente, que aconteceu em abril de 2018, foi requisitado pelo juiz Flávio Miraglia, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá.
No trecho em que o verdureiro foi atropelado, na Avenida Miguel Sutil, a velocidade máxima permitida é de 60 km/h. Isto é, Letícia Bortolini dirigia em uma velocidade quase 70% mais alta do que o permitido pela lei.
A médica, que responde pelos crimes de homicídio doloso, omissão de socorro e conduzir veículo embriagada, voltava de uma festa quando matou o trabalhador.
Além da velocidade, o novo relatório da Politec também constatou que Francisco Lúcio Maia já estava na faixa da esquerda da avenida quando foi atingido pelo veículo, um Jeep Compass.
O laudo aponta, inclusive, que o carrinho de verduras que ele transportava já estava sobre o canteiro central da via no momento do atropelamento e sequer chegou a ser danificado com o acidente.
O novo laudo da Politec, entretanto, não conseguiu concluir se Francisco Lúcio Maia ainda estava em movimento ou estava parado no momento da colisão.
Na hipótese em que o pedestre estivesse parado, a colisão poderia ter sido evitada pela médica. Contudo, considerando a vítima em movimento, não seria possível frear o veículo a tempo, mesmo se Letícia estivesse transitando de acordo com a velocidade permitida na via.
Consta no documento que o levantamento pericial foi feito no dia 22 de outubro de 2020, uma quinta-feira, às 16h, com grande fluxo de veículo nas duas pistas da avenida.
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O caso
No dia do acidente, Letícia estava acompanhada do marido e ambos fugiram do local do crime. Porém, foram seguidos por um popular e a polícia prendeu o casal em um condomínio de luxo no bairro Jardim Itália, em Cuiabá. Devido à força da batida, o verdureiro foi arremessado para o canteiro central da avenida e morreu no local.
Após a conclusão do inquérito policial, a Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), indiciou a médica Letícia Bortolini por crime de homicídio doloso, omissão de socorro, fuga de local de acidente e embriaguez ao volante.
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