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Justiça Quarta-feira, 05 de Março de 2025, 10:23 - A | A

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Quarta-feira, 05 de Março de 2025, 10h:23 - A | A

ACUSADA DE ROUBAR R$ 120 MIL

Justiça rejeita HC à mulher que alegou ter sido coagida em audiência

Kerolayne de Morais Amorim foi comparsa em assalto que fez família passar por momentos de terror

ANDRÉ ALVES
Redação

TJMT

Tribunal de Justiça de Mato Grosso

O juiz substituto Ângelo Judai Júnior, da 2ª Vara Criminal de Várzea Grande, rejeitou o pedido de Habeas Corpus impetrado em favor de Kerolayne de Morais Amorim, por entender que a competência para analisar o caso é da segunda instância do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Ela alega ter sido coagida por outro juiz em audiência. A decisão foi proferida na sexta-feira (28).

Kerolayne é acusada de fazer parte de uma quadrilha que fez uma família de reféns e roubou cerca de R$ 120 mil no bairro Petrópolis, em Várzea Grande, na manhã do dia 19 de janeiro de 2023.

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) já havia se manifestado pela incompetência do juízo de primeiro grau para analisar o pedido. Em sua decisão, o magistrado destacou que cabe às Câmaras Criminais do Tribunal processar e julgar pedidos de Habeas Corpus quando a suposta coação ilegal for atribuída a juízes de primeiro grau.

“O Habeas Corpus constitui ação autônoma de natureza constitucional, destinada a tutelar a liberdade de locomoção contra coação ilegal ou abuso de poder, sendo prerrogativa da parte impetrante se dirigir diretamente ao órgão competente para apreciar a matéria. Com tais considerações, diante da ausência de competência deste juízo, deixo de conhecer o Habeas Corpus”, finalizou.

RELEMBRE O CASO

Uma quadrilha fortemente armada invadiu uma residência no bairro Petrópolis, em Várzea Grande, e roubou pertences avaliados em aproximadamente R$ 120 mil. O crime, em tese, foi liderado por Chrystian Gabriel da Silva Bela, conhecido como “Chileno”, que agiu em conjunto com outros dois homens não identificados.

Segundo o relato de uma das vítimas, eles demonstraram conhecimento sobre os bens de valor guardados na casa. Durante a invasão, um dos assaltantes exigiu dinheiro, uma caminhonete e a senha do cofre da família. Enquanto roubavam televisores, joias, celulares e outros itens, os criminosos também obrigaram a vítima a fazer transferências via PIX.

A transação foi realizada para uma conta vinculada a Franciele da Silva Costa, que, junto a Leandro Soares de Oliveira e Kerolayne de Morais Amorim, teria auxiliado na execução do crime. A vítima relatou que os criminosos demonstraram extrema agressividade, chegando a apontar armas para ela e seu filho, que é autista.

Os assaltantes teriam rendido ainda outros moradores e funcionários da casa, incluindo a faxineira e pedreiros que chegavam para trabalhar. Antes de fugir, o grupo amarrou a vítima e tentou trancá-la no banheiro. Eles deixaram o local no carro da vítima, levando também um cofre antigo e diversos eletrônicos. Uma funcionária da casa viu o momento em que os criminosos deixaram o local e reconheceu Chrystian Gabriel da Silva Bela como o motorista do veículo roubado.

A prisão dos envolvidos ocorreu após uma operação conjunta entre a Polícia Militar e a Guarda Municipal.

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