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Justiça Quarta-feira, 18 de Março de 2026, 16:05 - A | A

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Quarta-feira, 18 de Março de 2026, 16h:05 - A | A

EFEITO MOUNJARO

Justiça mantém prisão e suspende CNH de motorista que atropelou e matou idosa em VG

Decisão aponta dolo eventual, alta velocidade e fuga sem socorro; acusado também dirigia sob efeito de Mounjaro e tem histórico criminal

ANDRÉ ALVES
Da Redação

A juíza Henriqueta Fernanda Chaves Alencar Ferreira Lima, do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá, manteve a prisão preventiva de Paulo Roberto Gomes dos Santos, que atropelou e matou Ilmis Dalmi Mendes da Conceição, de 72 anos, em 20 de janeiro de 2026, na avenida da FEB, nas proximidades da Havan. A decisão, desta terça-feira (17), também determinou a suspensão da carteira nacional de habilitação (CNH) dele por até cinco anos.

A defesa havia pedido a revogação da prisão preventiva, alegando que o caso deveria ser tratado como homicídio culposo na direção de veículo automotor e que o investigado possui residência fixa, trabalho lícito e vínculos familiares. Também solicitou a aplicação de medidas cautelares alternativas.

Ao analisar o pedido, a magistrada destacou a gravidade da conduta, caracterizada pelo atropelamento em alta velocidade, entre 101 km/h e 103 km/h em via urbana, seguido de fuga sem prestação de socorro.

O laudo pericial apontou que o investigado tinha plenas condições de evitar o atropelamento, já que poderia ter avistado a vítima a mais de 185 metros de distância e precisava de cerca de 103 metros para parar completamente o veículo. Mesmo assim, não houve qualquer tentativa de frenagem ou desvio.

A juíza também considerou que o investigado admitiu, em interrogatório, que dirigia sob efeito de medicamento para emagrecimento, o Mounjaro, que teria alterado sua consciência. Para a magistrada, essa circunstância reforça a tese de dolo eventual, ou seja, quando o agente assume o risco de produzir o resultado.

“O investigado, em interrogatório policial, admitiu expressamente que conduzia o veículo em alta velocidade sob efeito de medicamento para emagrecimento (Mounjaro), substância que, segundo suas próprias palavras, alterou sua consciência. Essa declaração reforça sobremaneira a gravidade concreta da conduta e a periculosidade do agente”, destacou a magistrada.

Para piorar a situação do acusado, o histórico criminal do investigado, com condenação transitada em julgado e ainda cumpre pena em regime aberto, além de registro anterior de uso de documento falso para tentar se eximir de responsabilidade penal.

LEIA MAIS: Motorista que atropelou e matou idosa tenta evitar Júri Popular em Várzea Grande

HISTÓRICO CRIMINAL

Antes de se tornar advogado, Paulo Roberto Gomes dos Santos atuou como policial militar e, posteriormente, como investigador da Polícia Civil no Rio de Janeiro. Em 1998, foi condenado pelo homicídio do delegado Eduardo da Rocha Coelho, morto com um tiro durante uma discussão dentro de uma viatura policial. Após a condenação, fugiu do estado utilizando documentos falsos.

O caso que o levou à notoriedade nacional ocorreu em 2004, com a morte da estudante Rosimeire Maria da Silva, de 19 anos, em Juscimeira. A jovem, que mantinha um relacionamento amoroso com o advogado, foi assassinada em um motel, teve o corpo esquartejado e partes dele foram descartadas em rios diferentes. Por esse crime, Paulo Roberto foi condenado a 19 anos de prisão, além dos 13 anos já impostos pela morte do delegado.

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