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Brasil Quarta-feira, 18 de Março de 2026, 17:00 - A | A

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Quarta-feira, 18 de Março de 2026, 17h:00 - A | A

Zema critica STF e diz que 'é como se nós tivéssemos um papa pedófilo'

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), pré-candidato ao Palácio do Planalto, criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira, 18, afirmando que o exemplo dado pelos ministros da Corte seria como "se tivéssemos um papa pedófilo" influenciando padres.

A declaração se deu durante o evento "Agro - a força de Minas".

"Eu não me lembro de ter assistido à mais alta Corte do Brasil, que deveria ser referência... olha o que que ela está aprontando. É como se nós tivéssemos um papa pedófilo. O que esperar dos padres? Então, estamos hoje nesta situação".

O governador mineiro criticou o Supremo após ser questionado sobre como o agronegócio seria incluído em sua pré-campanha à Presidência. Nas últimas semanas, ele deu declarações sobre o envolvimento dos ministros do STF o escândalo das fraudes financeiras do Banco Master.

"É algo aterrador o que nós estamos vivendo. E como eu já falei, muita gente calada. Cadê os estudantes de direito que defendem tanto a democracia? Cadê as associações de magistrados, o presidente da República? Onde está esse pessoal? Quem não está discordando está concordando com essa situação", completou o governador.

No dia 9 de fevereiro, Zema protocolou um pedido de impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes. O documento é assinado pelo presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, e pelos deputados e senadores do partido - com a exceção do deputado Ricardo Salles (SP), e outros correligionários, como o ex-deputado Deltan Dallagnol.

O pedido do mineiro tem como base a revelação de conversas entre o ministro do Supremo e Daniel Vorcaro, dono do Master. A justificativa diz que Moraes foi "desidioso no cumprimento do cargo" e procedeu "de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções".

Pré-candidatura ao Palácio do Planalto

Zema já começou as despedidas dentro do governo e deixará o cargo no próximo domingo, 22 de março. Ele se despede sem conseguir transferir votos para o vice, Mateus Simões (PSD), pré-candidato ao Palácio Tiradentes, e com o próprio futuro político incerto.

Zema tem repetido publicamente que vai se desincompatibilizar do cargo para ser candidato à Presidência da República, mas nos bastidores ele é cotado como vice em alguma candidatura do campo da direita, como a do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O governador já negou a possibilidade de se candidatar ao Senado.

Em pesquisas internas feitas por nomes da direita, Romeu Zema aparece, até aqui, como alguém com dificuldade de transferir votos, o que tem se traduzido nos números de Mateus Simões ao governo.

(Com Agência Estado)

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