O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, homologou a desistência de um recurso de Fábio Roberto Marques de Almeida e manteve o bloqueio judicial de um imóvel dele. Fábio é apontado como um dos chefes de uma organização que causou prejuízo de mais de R$ 170 milhões aos cofres públicos, sonegando impostos e criando empresas de fachada. Como a própria defesa desistiu da ação, a decisão que proibiu a liberação do bem virou definitiva.
Fábio Roberto tentava liberar um imóvel que havia sido alvo de uma medida cautelar de sequestro de bens. Após a Justiça negar o pedido inicial, a defesa recorreu. No entanto, o réu mudou de advogado, e o novo defensor decidiu abrir mão do recurso e encerrar o caso. O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) concordou com a desistência. Com isso, o juiz arquivou o processo e determinou que o imóvel continue bloqueado pela Justiça.
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O esquema coordenado por Fábio Roberto consistia em uma estrutura complexa de fraude fiscal. O grupo utilizava empresas de fachada e laranjas para emitir notas fiscais frias e sonegar impostos estaduais em Mato Grosso. A promotoria reuniu provas consideradas robustas para embasar as acusações, incluindo a quebra de sigilo de e-mails corporativos e gravações de conversas telemáticas.
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