Nesse contexto, a maior parte dos consumidores afirma que pretende manter os gastos sob controle durante o torneio. Segundo a pesquisa, 62,3% dos entrevistados não pretendem comprar equipamentos eletrônicos para acompanhar os jogos.
"O comprometimento de renda elevado reduz a capacidade de consumo das famílias mesmo em períodos tradicionalmente associados ao aumento de gastos, como a Copa do Mundo. O comportamento observado na pesquisa mostra um consumidor mais cauteloso, priorizando o equilíbrio financeiro e evitando despesas consideradas secundárias", afirma o diretor de produtos de crédito da Equifax BoaVista, Bruno Gonzales.
O comportamento mais cauteloso também aparece na forma como os brasileiros planejam assistir às partidas. De acordo com o estudo, 91,6% devem acompanhar os jogos de casa. Apenas 5,3% pretendem assistir às partidas em bares, enquanto 3,1% disseram que devem participar de eventos específicos da Copa do Mundo, como fan fests.
Entre os consumidores que já realizaram compras relacionadas ao torneio, 61,1% afirmaram não ter enfrentado complicações financeiras após os gastos. Ainda assim, 30,8% disseram ter acumulado contas depois das despesas com a Copa, enquanto 7,6% afirmaram prever alguma dificuldade para manter as contas em dia.
A pesquisa também indica cautela em relação às apostas. Apenas 11,1% dos entrevistados afirmaram ter intenção de participar de alguma aposta relacionada à Copa do Mundo de 2026.
Negativados
Os dados também traçam um retrato do cenário financeiro das famílias no primeiro trimestre de 2026. O endividamento total encerrou o período em 37,6%, queda de 0,6 ponto porcentual em relação ao mesmo período do ano passado.
Ao mesmo tempo, cerca de um terço dos brasileiros com CPF elegível à concessão de crédito está negativado. No primeiro trimestre de 2026, 60,8 milhões de indivíduos estavam negativados, alta de 6,9% na comparação com o mesmo período de 2025.
(Com Agência Estado)
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