O juiz André Barbosa Guanaes Simões, da Justiça de Mato Grosso, determinou o arquivamento do inquérito que investigava a eventual participação de mandantes no assassinato do empresário Jary Santana de Abreu, morto em março de 2013 em Cuiabá. A decisão é desta quarta-feira (30).
O procedimento complementar foi aberto para tentar identificar quem teria ordenado ou participado do homicídio além dos autores já investigados. O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) pediu o arquivamento após concluir que as diligências realizadas não produziram elementos suficientes para apontar novos envolvidos.
Jary foi assassinado com dois tiros dentro da própria madeireira no bairro CPA II na frente de uma funcionária. O empresário, que tinha passagens pela polícia por crimes ambientais e falsificação de documento público, já havia sofrido duas tentativas de homicídio. O ex-vereador de Juara (690 km de Cuiabá) Eraldo Francisco Alves (PR), conhecido como Eraldo Markito chegou a ser preso e acusado de matar o empresário, mas foi absolvido em 2023.
Para Simões, não foram encontradas novas diligências concretas que pudessem produzir resultado útil. "Embora a gravidade do fato recomende o emprego dos meios investigativos disponíveis para seu completo esclarecimento, o prosseguimento da persecução pressupõe a existência de diligências concretas e potencialmente úteis a serem realizadas", escreveu.
O magistrado também considerou o tempo transcorrido desde o crime, ocorrido em março de 2013. Segundo ele, as providências úteis e viáveis para individualizar eventuais mandantes estão, por enquanto, esgotadas.
No caso de Jary, porém, Simões afirmou não ter encontrado irregularidade ou encerramento prematuro que justificasse a revisão da decisão do Ministério Público.
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.










