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Brasil Sexta-feira, 02 de Outubro de 2026, 11:00 - A | A

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Sexta-feira, 02 de Outubro de 2026, 11h:00 - A | A

Edinho: 'Quem alimenta relação com milícia não tem autoridade para discutir segurança pública'

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, disse que "quem alimenta relação com milícias não tem autoridade para sequer apresentar um projeto de segurança pública", ao se referir indiretamente ao principal adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial, candidato Flávio Bolsonaro (PL). Em coletiva de imprensa nesta sexta-feira, 2, Silva lançou críticas ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e defendeu uma reforma política e do Judiciário.

"O presidente Lula tem autoridade para criar um grande pacto pela segurança pública no Brasil. Ao contrário do nosso adversário, que tem relações com as milícias do Rio de Janeiro, e quem alimenta relação com milícias não tem autoridade para sequer apresentar um projeto de segurança pública, porque segurança pública e estrutura de milicianos não combinam. As milícias só crescem na ausência de programas de segurança pública", disse.

Em um momento seguinte, ele afirmou: "O candidato a presidente que defende as milícias, que elogia as milícias, que impede que o assassino de uma menina de 5 anos vá a júri por conta de relações que esse assassino tenha com escritório do crime, com a estrutura de milícias do Rio de Janeiro, evidente que o povo brasileiro tem que refletir sobre isso", disse.

Reformas

Silva defendeu reformas políticas e eleitorais, além de uma reforma do Judiciário. "É evidente que o Brasil precisa de reformas profundas, precisamos de reforma do Poder Judiciário e o último período mostra isso, é uma vontade da sociedade brasileira", afirmou. Em relação a reforma política, ele disse que o sistema político "apodreceu" e criticou o uso que o Legislativo tem feito das emendas parlamentares: "O Congresso Nacional não pode ser movido por um processo de negociação de emendas e que tem gerado uma avalanche de denúncias e investigações", disse.

"Se a gente não fizer reforma política eleitoral, daqui a pouco nós vamos ter um Congresso formado de influencers que não sabem o que é SUS, não sabem o que é Pacto Federativo, não sabem o que é Sistema Único de Assistência Social, não sabem o que é uma LOA", disse.

Governo Bolsonaro

"É bom lembrarmos a situação que o presidente Lula assumiu em 2023: um País vindo do governo Bolsonaro desastroso, do ponto de vista da desorganização das políticas públicas, da economia", disse. "É sempre bom termos memória de que foi um governo que optou pelo negacionismo, desorganizou o SUS. O Brasil abriu 714 mil covas, portanto, na maior tragédia humanitária da nossa história", complementou. Ele defendeu que Lula restabeleceu o papel do Brasil no mundo.

(Com Agência Estado)

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