A juíza Helícia Vitti Lourenço, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, determinou, nesta sexta-feira (17), o prosseguimento da ação penal contra Erlando Pereira de Araújo e autorizou a produção antecipada de provas em relação ao corréu Wangles Nobre Marinho de Lima, acusado que permanece foragido. Os dois respondem por homicídio qualificado do policial aposentado Gilson Santos da Silva, em março de 2017, no bairro Jardim Vitória, em Cuiabá.
Segundo a magistrada, Erlando apresentou resposta à acusação, mas não foram identificadas hipóteses que justificassem o trancamento da ação penal ou a absolvição sumária, o que motivou o regular prosseguimento do processo.
Em relação a Wangles, a juíza destacou que o réu não foi localizado para citação pessoal, acabou citado por edital e teve o processo e o prazo prescricional suspensos. Apesar de haver um mandado de prisão preventiva expedido contra ele, a ordem judicial permanece sem cumprimento.
Na época dos fatos, Erlando confessou ter assassinado a tiros o policial, explicando que vinha sido hostilizado desde 2013 pelo policial aposentado até que decidiu “se livrar” da vítima em frente a um estabelecimento no baixo.
Na decisão, a magistrada considerou necessária a produção antecipada dos depoimentos das testemunhas para preservar a qualidade da prova, uma vez que os fatos ocorreram há mais de nove anos. Ela ressaltou que o decurso do tempo pode comprometer a memória das testemunhas, especialmente de investigadores da Polícia Civil que atuam diariamente em diferentes investigações criminais.
A magistrada determinou ainda a renovação do mandado de prisão de Wangles, com verificação da inclusão da ordem no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP 3.0) e envio de cópia à Delegacia de Polinter para tentativa de cumprimento.
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