O juiz Moacir Rogério Tortato, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, decretou a prisão preventiva de Odiley Rodrigues de Souza, funcionário da Clínica Terapêutica Pró-Vida, em Cuiabá, que simulou o suicídio do paciente Alessandro Sidinei Braga, ocorrido no último domingo (31). Durante a audiência de custódia, o juiz fundamentou que a liberdade do autuado ofereceria risco à instrução criminal, após indícios de que ele alterou a cena do crime e influenciou testemunhas.
De acordo com Tortato, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) apontou que o acusado teria tentado forjar o local do fato para simular o enforcamento da vítima. O juiz ressaltou que a suposta fraude processual demonstra uma predisposição para maquiar a realidade dos fatos. Além disso, houve relatos de que as pessoas ouvidas manifestaram temor em relação ao autuado, o que poderia prejudicar as investigações.
O magistrado considerou que a materialidade do delito e os indícios de autoria foram preenchidos, inclusive com base no interrogatório do próprio acusado, que mencionou um suposto surto decorrente de doença psiquiátrica da vítima e uma tentativa de contenção.
Quando foi detido pela Polícia Civil, Odiley afirmou que Alessandro fazia tratamento para esquizofrenia e estaria com o comportamento muito agitado no dia dos fatos. O paciente estaria causando tumulto e precisou da intervenção de funcionários da clínica para ser contido.
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Odiley e outro funcionário, segundo depoimento, amarraram as mãos de Alessandro para trás com uma corda e se retiraram do local. No dia seguinte, perceberam que todos os internos haviam deixado os quartos, exceto Alessandro. Ao verificarem o cômodo, encontraram o paciente sem vida. O funcionário teria tentado reanimá-lo, mas sem sucesso.
Ainda de acordo com seu depoimento, ele tinha inventado que Alessandro havia se enforcado por receio de ser responsabilizado pelo ocorrido. No entanto, ele negou ser o responsável pela morte do paciente.
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