Justiça Quarta-feira, 30 de Novembro de 2011, 12:34 - A | A

Quarta-feira, 30 de Novembro de 2011, 12h:34 - A | A

É VERDADE?

Ex-delegado da PF diz que não houve mandante na morte do juiz e ‘inocenta’ Josino Guimarães

José Pinto de Luna, que conduziu as primeiras investigações do assassinato de Leopoldino, depõe e afirma que Beatriz Árias foi que planejou e matou, junto com o tio, o juiz no Paraguai

HÉRICA TEIXEIRA

 

Mayke Toscano/Hipernotícias

No segundo dia de julgamento, estudantes e operadores de direito estiveram no auditório

 

O ex-delegado da Polícia Federal, José Pinto de Luna, que conduziu as primeiras investigações da morte do juiz Leopoldino Marques do Amaral, em setembro de 2009, disse em depoimento por videoconferência, na manhã desta quarta-feira (30), que o crime não teve mandante e o magistrado morreu “por motivo egoístico” de Beatriz Árias, também apontada por Luna como autora, junto com o tio, do assassinato do magistrado.

Luna foi o primeiro a depor na manhã desta quarta-feira (30) no segundo dia do julgamento de Josino Guimarães, no Tribunal do Júri da Justiça Federal em Cuiabá. Ele é testemunha de defesa do empresário, acusado de ser o mandante do crime.

O ex-delegado foi interrogado primeiro pela defesa do empresário Josino Guimarães. Luna sustentou a tese de quem executou Leopoldino foi Beatriz Arias e seu tio, Marcos Peralta.

Para Luna, a autoria foi apontada à Beatriz e seu tio porque familiares dela entregaram a arma para a delegacia da cidade de Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul.

“A arma do crime foi apreendida no Paraguai entregue na delegacia de Ponta Porã. Foi submetida a exame de balística e deu positivo”, argumentou.

O delegado ainda disse que descartou participação de outras pessoas pelos vários depoimentos que colheu de Beatriz. Luna informou que a ex-escrevente chegou a levantar a hipótese de que corpo não seria do magistrado.

“Após vários interrogatórios levamos à essa conclusão da morte por interesse no dinheiro (de Leopoldino) e sua intenção (da ex-escrevente) era para ficar no Paraguai. Ela (Árias), antes do júri dela, falou que corpo poderia não ser do juiz, que talvez ele tivesse fugido para outro país. Ela é uma pessoa que dissimula muito fácil”, apontou.

Após defesa, foi a vez do MPF colher o depoimento. O procurador da República, Douglas Santos Araújo, lembrou ao delegado Luna que o juiz à época, Jeferson Schinneider, determinou o seu afastamento por ser considerado suspeito, mas o delegado negou e disse que ele só retornou a São Paulo após concluir investigação e não por ter nenhuma ligação com o réu.

“Eu não tenho nada de suspeito. Voltei porque tinha concluído o trabalho. Respeito qualquer resultado”, disse, citando a investigação retomada pelo delegado César Martinez, que apontou Josino como mandante.

O procurador questionou o delegado Luna quando ele citou que Árias estava interessado no dinheiro do magistrado. O procurador fez a sugestão que seria um crime de latrocínio e não de homicídio, mas nos autos, o delegado apontou que o motivo da morte foi homicídio.

Nesse instante o delegado disse que chegou à causa do crime como homicídio pelos depoimentos de Árias e a arma do crime estar com a família dela.

“Cheguei a conclusão de homicídio por causa dos depoimentos prestados por Beatriz Arias. E me baseei pelo local do crime”, resumiu. O delegado Luna negou que conhecesse o delegado da Polícia Civil, Márcio Pieroni.

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Luis Antonio 30/11/2011

O que 1 milhao de dolares nao faz né!. Esse delegado da PF esta manchando o nome da Instituicao. Deve tb ser investigado.

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