Segundo o produtor, a equipe do filme não conseguiu licenciar algumas das músicas pretendidas por "questões políticas envolvidas". Ele destacou o caso do Guns N' Roses: "Eles se dividiram politicamente. Havia uma música linda que queríamos usar, e um dos caras - não quero citar nomes, não seria justo - disse: 'Podem usar. Manda ver.' E o outro basicamente disse: 'De jeito nenhum.' Precisávamos da aprovação de todos para incluí-la no filme. Então, o Guns N' Roses foi definitivamente uma decepção para nós; todos nós temos muito respeito pela banda", contou Beckman.
A cantora jamaicana Grace Jones também não liberou o uso de uma faixa no documentário. "Aparentemente, ela não conseguiu superar o obstáculo político, apesar de o filme não ser político", argumentou Beckman. Além disso, ele afirma que quase conseguiu os direitos de uma música de Prince, mas o espólio do músico interviu no último minuto.
Por outro lado, o documentário conseguiu incluir músicas de Elvis Presley, Michael Jackson, Tears for Fears, Aretha Franklin e Rolling Stones, além da citada trilha de Trama Fantasma.
À Variety, o produtor disse, ainda, que ficou surpreso por alguns artistas contatados terem admitido, supostamente, gostar do presidente Donald Trump - mas se recusou a citar nomes. "Muitos artistas de rock clássico, verdadeiros lutadores pela liberdade nos anos 60, que nunca imaginaríamos que apoiariam o projeto, disseram ser grandes fãs de Trump. E aí éramos barrados pela gravadora que detinha os direitos autorais da música desses artistas", afirmou.
Sobre o pedido de Anderson e Greenwood pela remoção da música - o filme chegará ao streaming pela Amazon -, Beckman diz que não pretende fazê-lo. "Claro que não. Por favor, diga a ele que pode me ligar se quiser conversar sobre isso. Mas essa música estará no filme para sempre, independentemente da plataforma que distribuir o conteúdo", afirmou.
Beckman defende a permanência da trilha sonora de Trama Fantasma pois a licença adequada foi obtida com a Universal Pictures, que detém os direitos do filme. Por isso, Anderson e Greenwood alegaram em uma declaração que, apesar de o músico não possuir os direitos autorais da trilha, o estúdio teria autorizado o uso sem consultá-lo, o que configuraria quebra de acordo contratual.
(Com Agência Estado)
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