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Justiça Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2026, 09:58 - A | A

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Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2026, 09h:58 - A | A

PROPAGANDA NEGATIVA

PT aciona Justiça contra sargento influencer por fake news que associa Lula ao narcoterrorismo

Representação aponta uso de IA, ataques a Lula e abuso de aparato estatal para difundir desinformação

ANDRÉ ALVES
Da Redação

O Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) ingressou com uma representação eleitoral com pedido de tutela de urgência contra o policial militar Dickson Soares Casarin, conhecido como Sargento Casarin, acusando-o de disseminar fake news, fazer propaganda eleitoral negativa antecipada e utilizar aparato estatal para fins político-partidários.

A ação foi protocolada no dia 12 de fevereiro de 2026 no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) e aponta que o militar, que possui mais de 305 mil seguidores no Instagram, estaria promovendo “desordem informativa” e autopromoção com possível finalidade eleitoral.

Segundo a representação, Casarin publicou vídeos e montagens manipuladas, inclusive com uso de inteligência artificial, para associar falsamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao narcoterrorismo.

Entre os conteúdos citados estão uma montagem com Lula e Nicolás Maduro para insinuar ligação com narcoterrorismo, vídeos em que o militar chama o presidente de “governante dos criminosos” e “medíocre”, além do uso de manchetes descontextualizadas para reforçar ataques políticos.

Para o PT de Mato Grosso, tais publicações configuram divulgação de fatos sabidamente inverídicos, prática tipificada como crime eleitoral. A legenda sustenta que as postagens têm claro objetivo de macular a imagem de um pré-candidato, o que caracteriza propaganda eleitoral antecipada negativa, proibida pela legislação.

“A cada minuto que tais mídias permanecem no ar, a eficácia do provimento jurisdicional final é mitigada pela "viralização" do conteúdo ilícito”, diz trecho da manifestação.

O uso de farda, viatura e armamento da Polícia Militar nos vídeos também é apontado como abuso de poder político e de autoridade, já que confere credibilidade indevida ao discurso e viola o princípio da impessoalidade.

“Observa-se que com intuito de autopromoção e monetização de suas redes sociais, se utiliza da estrutura da Policia Militar, publicando vídeos com conteúdo ofensivo e com informações falsas, fardado e em viatura oficial e em horário de trabalho, fato que pela sua condição de agente público configura abuso de poder e autoridade”, diz outro trecho.

Na ação, o PT solicita a remoção imediata, em 24 horas, de todas as publicações questionadas, a proibição de novas postagens com uso de aparato estatal, a comunicação à Corregedoria da PM para apuração disciplinar, além da condenação por propaganda antecipada, abuso de poder e aplicação de multa.

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