Justiça Quarta-feira, 30 de Novembro de 2011, 20:02 - A | A

Quarta-feira, 30 de Novembro de 2011, 20h:02 - A | A

JULGAMENTO

Ex-chefe da PF nega ‘amizade’ com empresário Josino Guimarães

Claudio Luiz da Rosa foi afastado, junto com o então delegado José Pinto de Luna, pelo juiz Jeferson Schneider das investigações do assassinato do juiz Leopoldino Marques do Amaral

HÉRICA TEIXEIRA

Mayke Toscano/Hipernotícias

Claudio Rosa foi afastado da superintendência da Policia Federal por determinação de juiz
O ex-superintendente da Polícia Federal em Mato Grosso Cláudio Luiz da Rosa negou em depoimento que tinha relação de amizade com o empresário Josino Guimarães. Informou apenas que o conhece por causa das investigações do assassinato do juiz Leopoldino Marques do Amaral. Claudio Rosa é testemunha arrolada pela defesa de Josino.

Nesta quarta-feira (30) foram dois depoimentos por videoconferência e dois presenciais. Cláudio Luiz Rosa, que já está aposentado, atuou por 30 anos como delegado da Polícia Federal e 5 anos e meio como superintendente da PF em Mato Grosso.

À época da morte do magistrado, Claudio Rosa era o chefe da Polícia Federal e foi o primeiro a apontar para o assassinato do magistrado como sendo sem mandante, mas apenas por motivação pessoal da ex-escrevente Beatriz Árias.

“Beatriz tem confissão nos autos de que matou (Leopoldino). Motivação do crime é por vantagem pessoal de Árias, e por dinheiro. Por conta de dinheiro que carregava (juiz) é que ele pode ter morrido”, alegou.

Mas uma decisão judicial do juiz federal Jeferson Schneider, tirou Cláudio Rosa da superintendência da Polícia Federal e o delegado José Pinto Luna da condução das investigações. A alegação à época é que ambos tinham ligação com o empresário.

No entanto, Luna e Claudio Rosa negam que tenham sido afastados por causa do suposto envolvimento com Josino porque já tinham entregue conclusão das investigações ao Ministério Público Federal.

O procurador da República, Douglas Santos Araújo, questionou o ex-superintendente e disse que se Beatriz e seu tio, Marcos Peralta, estavam interessados no dinheiro e por isso mataram o juiz, então o crime seria latrocínio e não homicídio, como ficou relatado nos autos.

Neste momento, Rosa ficou sem argumentos e apenas disse: “Não fui eu quem presidiu, mas buscava informação com Luna (José Pinto de Luna)”, resumiu.

Ainda no depoimento, Rosa reconheceu que sargento Jesus era pistoleiro e confirmou que este foi procurado pelo empresário Josino.

EXPECTATIVA

Para esta quinta-feira (1) a expectativa é pelo depoimento do empresário Josino Guimarães, apontado como mandante do assassinato do juiz. Os trabalhos recomeçam às 9h, com meta para determinar a sentença no mesmo dia.

MPF

O Procurador da República, Douglas Santos Araújo, acredita na condenação do empresário Josino Guimarães. Para ele, os depoimentos tomados nos últimos dois dias (29 e 30) tem sustentado a tese que está nos autos sobre a ligação do empresário com a morte do juiz Leopoldino Marques do Amaral. "Amanhã (hoje) deve sair a decisão. Têm provas nos autos para sustentar a condenação", pontuou.

Atualizada às 7h:55

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