O ex-secretário Éder de Moraes vai prestar depoimento nesta sexta-feira (10) no processo que envolve a empresa Brisa Consultoria, de propriedade Vivaldo Lopes, que também foi secretário de Estado. Na acusação do Ministério Público Federal (MPF) a Brisa teria recebido mais de R$ 520 mil da Globo Fomento Mercantil e Amazônia Petróleo num esquema de lavagem de dinheiro desencadeado nas investigações da Operação Ararath.
Para o advogado de defesa, Ronan de Oliveira Souza, o processo é tranquilo e o juiz deverá abrir, na sequência, para as alegações finais. “Após a apresentação das alegações finais ele dará a sentença. Se Éder for condenado, vamos recorrer”, afirmou.
O processo criminal foi desmembrado para dar maior agilidade e a perícia já foi realizada após um pedido de Vivaldo Lopes feito ao MPE, como meio de comprovar que não tinha usufruído do dinheiro. O MPE acatou e nomeou uma perita credenciada da Polícia Federal para o trabalho, cujo resultado já está em poder do juiz da 5ª Vara Federal de Mato Grosso, Jeferson Schneider, que recebeu a denúncia.
“Éder foi inquerido pelo magistrado federal para prestar depoimento sobre o caso envolvendo o Mixto Esporte Clube e a Brisa Consultoria. Mas é tranquilo, já tem perícia sobre o fato, a qual constatou a veracidade do fato em favor da defesa”, explicou o advogado Ronan.
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Eder era presidente da Associação do Futebol e Amigos do Mixto (Afam), que recebeu “integralmente os valores repassados a empresa Brisa Consultoria”.
Segundo a defesa, o dinheiro foi destinado para pagamento de contas do Mixto. Devido às pendências trabalhistas, todo dinheiro que entrava na conta oficial era bloqueada para pagamento de dívidas.
DENÚNCIA
Na denúncia do MPE, a Brisa Assessoria e Consultoria estava sendo utilizada para movimentar valores financeiros. “Todos estes elementos de prova indicam a nítida intenção dos denunciados Eder de Moraes Dias e Vivaldo Lopes, que era justamente criar um meio de dissimulação do dinheiro ilícito para disfarçar os lucros ilícitos sem comprometer os envolvidos, a lavagem de dinheiro, que realiza-se por meio de um processo dinâmico que requer primeiro, o distanciamento dos fundos de sua origem, evitando urna associação direta deles com o crime; segundo, o disfarce de suas várias movimentações para dificultar o rastreamento desses recursos e terceiro, a disponibilização do dinheiro novamente para uso criminoso depois de ter sido suficientemente movimentado no ciclo de lavagem e poder ser considerado limpo".
Para o MPE o dinheiro depositado na conta de Vivaldo Lopes teria Éder Moraes como beneficiado. Isso porque em outras situações tidas como habituais para a prática do crime, sempre envolvendo a empresa Globo Fomento Ltda e Comercial Amazônia de Petróleo realizavam empréstimos em favor de Éder de Moraes Dia.
“Transferindo o valor do empréstimo nas contas de Laura T. Costa Dias ME (de propriedade da mulher de Éder), Brisa Consultoria e Assessoria (de propriedade de Vivaldo Lopes Dias) e Circuito Automóveis Ltda ME (do cunhado de Éder)", diz parte do processo.
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