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Justiça Segunda-feira, 26 de Outubro de 2026, 17:12 - A | A

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Segunda-feira, 26 de Outubro de 2026, 17h:12 - A | A

LIBERDADE DE VOTO

Assédio eleitoral em shopping de Cuiabá vira alvo de investigação do MPT

Denúncia aponta que uma liderança associou candidatura presidencial a benefícios econômicos para o varejo durante reunião corporativa com funcionários

DA REDAÇÃO

Reprodução

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O Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso (MPT-MT) abriu um inquérito civil para investigar uma denúncia de possível assédio eleitoral envolvendo um shopping de Cuiabá. A apuração foi instaurada na quinta-feira (22), após o órgão receber relatos de que uma liderança regional teria relacionado uma candidatura presidencial a benefícios para o setor varejista durante uma reunião interna da empresa.

Segundo a denúncia, apresentada durante um encontro corporativo para divulgação de resultados, a liderança também teria atribuído à candidatura uma suposta melhora de indicadores econômicos após o primeiro turno das eleições. O caso está sob investigação e ainda não há conclusão sobre eventual irregularidade.

No mesmo dia em que abriu o inquérito, o MPT encaminhou ao empreendimento uma recomendação para evitar qualquer tipo de pressão, constrangimento ou discriminação de funcionários por motivos políticos. O documento também determina que trabalhadores escalados para atuar no dia do segundo turno tenham tempo suficiente para se deslocar até seus locais de votação.

Entre as medidas sugeridas estão a divulgação interna de orientações sobre a ilegalidade do assédio eleitoral e a criação ou reativação de canais de denúncia que garantam o anonimato dos trabalhadores. O shopping deverá informar ao MPT quais providências foram adotadas e quais procedimentos de apuração interna eventualmente foram abertos.

O órgão também alertou que o descumprimento das recomendações poderá resultar em medidas administrativas e judiciais.

A investigação ocorre em meio ao aumento de denúncias de assédio eleitoral em ambientes de trabalho durante o período eleitoral. A prática é caracterizada por tentativas de influenciar, constranger ou pressionar empregados em relação às suas escolhas políticas ou ao exercício do voto.

O MPT afirma que a apuração busca verificar os fatos relatados sem antecipar conclusões ou responsabilizações. Trabalhadores que se considerem vítimas ou testemunhas de situações semelhantes podem formalizar denúncia ao órgão por meio dos canais oficiais.

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