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Justiça Segunda-feira, 18 de Julho de 2016, 09:42 - A | A

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Segunda-feira, 18 de Julho de 2016, 09h:42 - A | A

OPERAÇÃO VENTRILOQUO

Advogado diz que tornozeleira machuca e juíza autoriza retirada de equipamento

JESSICA BACHEGA

A juíza Selma Rosane de Arruda, da Sétima Vara Criminal da Capital, autorizou que o advogado Julio Cezar Rodrigues, investigado na Operação Ventríloquo, deixe de utilizar a tornozeleira eletrônica que o monitora desde o mês de abril. A decisão foi assinada na  sexta-feira (15).

 

Gazeta Digital / Welington Sabino

advogado julio cezar domingues

 

A defesa do advogado argumenta que seu cliente tem dificuldades no deslocamento entre estados, encontra dificuldade em manter contato com a equipe de monitoramento e que a tornozeleira vem causando ferimentos na sua perna direita. Além de ressaltar que “a ferramenta não tem mais razão de ser utilizada”, pois não há risco de fuga.

 

Na decisão, a magistrada aponta que o Ministério Público Estadual (MPE) já havia se manifestado a favor da retirada do equipamento, uma vez que o réu não causou nenhum transtorno desde que foi colocado em liberdade.

 

“Esses motivos são suficientes para o deferimento do pedido, especialmente porque não vejo mais risco de fuga ou de que o réu volte a delinquir, até porque ao menos nestes autos não existe notícia disso”, diz trecho da decisão. 

 

Conforme a juíza, a instrução processual está encerrada e não há mais necessidade do monitoramento. Ao fim do documento, ela determina que central de monitoramento seja comunicada para que proceda à retirada do aparelho.

 

O jurista está em liberdade desde abril, quando foram determinadas as medidas cautelares a serem cumpridas e ele foi autorizado a se mudar para São Paulo, utilizando a tornozeleira. Ele chegou a ficar preso por sete meses no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC), acusado de peculato, constituição de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

 

Julio Cezar é apontado como lobista em esquema que supostamente desviou R$ 9,4 milhões da Assembleia Legislativa utilizando concessões indevidas de crédito a Joaquim Fábio Mielli Camargo, que na época era advogado do banco HSBC e foi delator do esquema.

 

OPERAÇÃO VENTRÍLOQUO

A operação conhecida como Ventriloquo diz respeito à denuncia de que “no período compreendido entre os anos de 2013 e 2014 os investigados, juntamente com parlamentares estaduais, constituíram uma organização criminosa estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas com um único objetivo: saquear os cofres da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso”. O esquema envolveu a quitação de valores de um seguro contratado pela Assembleia Legislativa na década de 90, junto ao antigo Banco Bamerindus.

 

Além de Julio Cezar, também foram denunciados o ex-deputado José Geraldo Riva, Luiz Marcio Bastos Pommot e Anderson Flavio de Godoi. Os quatro respondem pelos crimes de peculato, constituição de organização criminosa e lavagem de capitais.

 

FolhaMax

audiencia riva

Acusado de liderar o esquema, José Riva confessou o crime e entregou detalhes sobre a distribuição dos valores desviados

DISTRIBUIÇÃO DO DINHEIRO

Em seu último depoimento, o acusado, ex-deputado José Riva ofereceu à juíza Selma Rosane de Arruda uma planilha detalhando como funcionava a divisão do dinheiro desviado.

 

De acordo com a planilha, R$ 5,2 milhões foram divididos entre Joaquim Fábio Mielli, advogado do banco HSBC e delator do esquema, e o advogado Julio Cezar Domingues Rodrigues, que receberam R$ 4,07 milhões e R$ 342 mil, respectivamente. Dessa parte ainda falta identificar cerca de R$ 797 mil, que o ex-parlamentar diz ainda não saber a destinação.

 

Outros R$ 4,2 milhões teriam sido distribuídos entre os deputados, mas Riva diz saber o destino apenas de R$ 3 milhões. Os valores estão discriminados por parlamentar. 

 

Conforme as anotações de Riva, o deputado Romoaldo Junior (PMDB) foi o maior beneficiado com o esquema, recebendo R$ 1,1 milhão. Em segundo lugar aparece o deputado Mauro Savi (PR), com R$ 916 mil. O próprio Riva, apontado pelo Ministério Público Estadual (MPE) como o líder do esquema, teria recebido R$ 806 mil.

 

A juíza Selma Rosane de Arruda, da Sétima Vara Criminal da Capital, autorizou que o réu, o advogado Julio Cezar Rodrigues, investigado na Operação Ventríloquo, deixe de utilizar a tornozeleira eletrônica que o monitora desde o mês de abril. A decisão foi assinada na  sexta-feira (15).

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ROBSON 18/07/2016

EEE TA MACHO CANDO, SÓ TROCA DE PERNA UE ELE TEM DUAS PERNA?, SE TA INCOMODANDO E SÓ TROCAR E COLOCAR NA OUTRA NE FÁCIL RESOLVER O PROBLEMA DELE.

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