Do ponto de vista doméstico, o Tesouro também levou em conta um cenário alternativo adverso, com "maiores dificuldades para o avanço da agenda econômica do governo e para a preservação da disciplina fiscal." Isso levaria a uma desaceleração mais intensa da economia.
"Por outro lado, no cenário otimista, medidas de controle fiscal avançam, reduzindo a incerteza e a volatilidade dos ativos", diz o relatório. Isso levaria a um câmbio estável ou apreciado e ao cumprimento da meta fiscal, permitindo uma redução da Selic e crescimento mais favorável.
Do ponto de vista externo, o cenário básico considera queda gradual da inflação nos Estados Unidos, com redução mais lenta de juros no curto prazo. Nesse ambiente, a China poderia suavizar sua desaceleração estrutural, segundo o Tesouro.
O cenário alternativo seria de cortes mais agressivos do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) no curto prazo, elevando a percepção de risco e provocando instabilidade nos mercados cambiais, com pressão em emergentes. A China sofreria com o choque no comércio exterior.
"A condução da política monetária pelo Fed e o desempenho da economia chinesa são fatores-chave na diferenciação dos cenários", diz o Tesouro, destacando que ainda há a percepção de que a economia global continuará lidando com um choque tarifário relevante em 2026.
(Com Agência Estado)
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