Miran, que ocupava desde setembro de 2025 uma cadeira com mandato até janeiro de 2026, aproveitou a despedida para defender suas posições sobre política monetária e regulação bancária.
Segundo ele, o Fed precisa considerar "forças não monetárias" na condução dos juros, incluindo o menor crescimento populacional decorrente da redução da imigração e os efeitos desinflacionários da desregulamentação econômica.
O dirigente também criticou a forma como a inflação é medida nos EUA, argumentando que há distorções em itens como taxas de administração de portfólio e ajustes de qualidade em softwares, em um contexto de avanço da inteligência artificial (IA). Para Miran, erros persistentes de mensuração acabam reduzindo na prática a meta de inflação do Fed e levando o banco central a manter o desemprego acima do necessário ao combater uma "inflação falsa em vez da real".
Na área regulatória, Miran afirmou ter apoiado os esforços da vice-presidente de Supervisão do Fed, Michelle Bowman, para reduzir o excesso de regulação sobre os bancos. Segundo ele, as mudanças liberaram mais de US$ 100 bilhões em capital para o sistema financeiro e aliviaram restrições de alavancagem.
Em sua carta, também elogiou Warsh, dizendo esperar mudanças na comunicação do Fed, na política de balanço patrimonial e na redução do papel da instituição em temas políticos e culturais.
Kevin Warsh foi aprovado na quarta-feira pelo plenário do Senado por 54 votos a 45 para assumir o posto de presidente do Fed. O mandato do atual chefe do banco central americano, Jerome Powell, termina na sexta-feira, 15.
(Com Agência Estado)
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