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Economia Quinta-feira, 14 de Maio de 2026, 16:30 - A | A

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Quinta-feira, 14 de Maio de 2026, 16h:30 - A | A

Americanas diz ter conversas avançadas para vender lojas remanescentes do Natural da Terra

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

A Americanas afirmou que mantém conversas avançadas para vender as três lojas remanescentes do Natural da Terra em São Paulo, após anunciar na quarta-feira, 13, a venda de outras dez unidades da rede para o Oba Hortifruti, afirmou o diretor financeiro (CFO), Sebastien Durchon.

A estratégia da companhia foi resolver primeiro a operação do Natural da Terra em São Paulo, onde as lojas deficitárias vinham pressionando o caixa da operação de hortifrúti.

De acordo com o executivo, as três unidades restantes no Estado são superavitárias e seguem em negociação. "Temos conversas avançadas para vender essas três lojas também", disse.

A Americanas anunciou na véspera a venda de 10 das 13 lojas do Natural da Terra em São Paulo por R$ 69 milhões, em operação sujeita à aprovação do Cade. O valor será abatido da debênture da companhia, segundo Durchon.

Após a conclusão das transações em São Paulo, a operação do hortifrúti ficará concentrada no Rio de Janeiro. Segundo Durchon, a companhia continua conduzindo um processo de reestruturação operacional da rede e também avalia potenciais interessados na compra do ativo. "Temos agora um ativo hortifrúti concentrado no Rio, com uma operação muito mais robusta", afirmou.

Venda elimina queima de caixa

Durchon afirmou que a venda de 10 lojas deficitárias em São Paulo deve eliminar o consumo de caixa da operação no Estado. Segundo o executivo, as unidades negociadas com o Oba Hortifruti concentravam resultados negativos da operação paulista. "Todas as lojas vendidas são deficitárias e essa transação elimina o consumo de caixa que a HNT (Hortifrúti Natural da Terra) sofre em São Paulo", afirmou durante teleconferência de resultados.

O executivo afirmou que o hortifrúti começou a apresentar sinais mais claros de recuperação após o início do processo de reestruturação no segundo semestre do ano passado.

No primeiro trimestre de 2026, as vendas da unidade cresceram 4%, enquanto a margem bruta avançou quase 5 pontos porcentuais, impulsionada pelo aumento da participação de frutas, legumes e verduras no mix comercial. "Estamos voltando gradualmente ao modelo que fez o sucesso do hortifrúti no passado", disse Durchon.

A operação também registrou redução de despesas gerais e administrativas e encerrou o trimestre com geração de caixa positiva de R$ 6 milhões, ainda que em patamar considerado pequeno pela companhia.

(Com Agência Estado)

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