O petróleo WTI para junho, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em alta marginal de 0,15% (US$ 0,15), a US$ 101,17 o barril.
Já o Brent para julho, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), subiu 0,09% (US$ 0,09), a US$ 105,72 o barril.
Relatos de que um navio teria sido tomado por "pessoas não autorizadas" próximo da costa dos Emirados Árabes Unidos aumentaram a tensão no Golfo Pérsico. Segundo a UK Maritime Trade Operations (UKMTO), a embarcação teria sido conduzida para águas territoriais iranianas.
Apesar do choque energético provocado pela guerra, a Bloomberg informou que a Opep+ planeja elevar novamente as metas de produção. Na prática, porém, os principais membros do grupo teriam dificuldade para cumprir esses aumentos em razão das condições do Estreito de Ormuz, o que interromperia exportações do Golfo.
Em paralelo, Donald Trump afirmou que o presidente chinês, Xi Jinping, teria oferecido apoio nas negociações envolvendo o Irã e demonstrado interesse em um acordo para reduzir as tensões no Oriente Médio.
A Casa Branca disse que ambos também concordaram que o Irã "jamais poderá ter uma arma nuclear", embora a mídia estatal chinesa não tenha confirmado a declaração.
O analista do Price Futures Group, Phil Flynn, avalia que apesar da guerra se alastrar por quase três meses, o pico do preço do petróleo visto no início provavelmente será o ponto mais alto deste movimento. "Ainda poderemos ver, porém, volatilidade extrema à medida que as manchetes continuem mudando".
Com a pressão do conflito sobre os custos de energia, o governo dos Estados Unidos informou nesta quinta-feira que os preços de importação e exportação tiveram a maior alta desde 2022, puxados principalmente pelo encarecimento dos combustíveis.
(Com Agência Estado)
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