Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para setembro fechou em queda de 2,43% (US$ 2,02), a US$ 81,25 por barril.
O petróleo Brent para outubro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em queda de 2,15% (US$ 1,91), a US$ 87,07 o barril.
Apesar da lentidão nas negociações entre EUA e Irã manter o Estreito de Ormuz fechado, os investidores ainda avaliam os relatórios da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e da Agência Internacional de Energia (AIE), que na quarta-feira mostraram uma redução da demanda por petróleo e do crescimento econômico global.
Para o analista do Price Futures Group, Phil Flynn, embora a AIE e a Opep tenham reduzido suas previsões de demanda global de petróleo para este ano, em parte por causa da China, o próximo ano parece melhor para a commodity. "Nos EUA, a AIE mostrou que a demanda continua muito robusta, refletindo uma economia forte. A capacidade de refino ainda é o principal gargalo", explica.
As tensões no Oriente Médio, porém, limitaram a queda da commodity e a afastaram das mínimas do pregão. Os houthis, do Iêmen, realizaram ataques com drones contra uma refinaria da Saudi Aramco, petrolífera da Arábia Saudita, na cidade de Jizan.
Enquanto isso, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse hoje que os americanos podem manter um bloqueio nos portos iranianos pelo tempo que for necessário. Apesar disso, as forças dos EUA estão substituindo o porta-aviões USS Abraham Lincoln pelo USS George Washington em meio a relatos de desabastecimento da tripulação após meses em alto mar.
No Irã, o chefe da força paramilitar Basij do país, Hossein Taeb, afirmou que o Estreito de Ormuz está sob o controle e a administração de Teerã, contrariando as declarações de autoridades americanas.
Além disso, a costa de Omã teria começado a ser atingida por um grande vazamento de óleo provocado por um navio-tanque avariado que encalhou em 30 de junho. A embarcação transportava uma carga estimada em 800 mil barris de petróleo russo e estava sujeita a sanções internacionais, segundo a Reuters.
(Com Agência Estado)
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